O técnico Artur Jorge admitiu, na noite desse domingo (16), que o Cruzeiro tem tido dificuldades na marcação em jogadas de bola parada. Na vitória sobre o Corinthians, por 2 a 1, pelo Campeonato Brasileiro, o time celeste voltou a sofrer gol em um lance dessa natureza na Neo Química Arena, em São Paulo.
Aos 13’ do segundo tempo, o meia Rodrigo Garro cobrou falta pelo lado direito de ataque, o goleiro Otávio espalmou sem força, e o zagueiro Gustavo Henrique pegou de primeira, de voleio, para deixar tudo igual para o Corinthians. O Cruzeiro havia aberto o placar aos 36’ da etapa inicial, com o atacante Bruno Rodrigues.
+ Leia mais: As opções de Artur Jorge no Cruzeiro para decisão contra o Flamengo pela Libertadores
Após a partida, Artur Jorge atribuiu essa inconsistência defensiva à baixa estatura do time, de forma geral. No entanto, para evitar que o Cruzeiro sofra mais gols em lances de bola parada, o técnico afirmou que os atletas devem ter “atitude” para atrapalhar os adversários.
“A verdade é que não temos uma equipe, em termos de altura… Isso faz parte daquilo que é uma fácil avaliação. Não temos todos os jogadores de 1,90m ou 1,85m. Temos uma equipe que, às vezes, ou em alguns momentos tem, de fato, a exceção dos zagueiros, mais baixa. Isso também pode ser, nesses momentos, uma dificuldade”, disse.
“Mas nós tentamos contrariar, porque há formas. Isso não é somente uma questão de altura. Há, também, uma questão de atitude, de comportamento. Nós temos melhorado. Essa é uma segunda bola, não é uma primeira bola, que acaba por ficar ali com o Otávio, embrulhado no meio dos jogadores”, contextualizou Artur Jorge.
Na sequência, o técnico do Cruzeiro citou o volante Zé Lucas, de 1,74m, e o meia-atacante Felipe Morais, de 1,73m, como exemplos da baixa estatura. Os dois garotos foram titulares na vitória contra o Corinthians, pela Série A.
“É, para nós, um momento em que sentimos e sabemos que temos que melhorar e estar, acima de tudo, capazes de contrariar essa falta de altura com outras armas que temos que ter dentro de campo”
Artur Jorge, sobre dificuldades do Cruzeiro em lances de bola parada
“Falo, por exemplo, de combatividade e estarmos disponíveis para disputarmos cada uma das bolas quando temos um Zé Lucas dentro de campo ou um Felipe (Morais). São dois jogadores baixos, mas que têm que saltar com homens de 1,85m ou 1,90m, para poderem dificultar a ação dos adversários. Mesmo sendo uma segunda bola, sofremos mais um gol de bola parada. Temos trabalhado muito nisso também”, citou.
Por fim, apesar de ter apontado a correção e ressaltado o empenho da comissão técnica em resolver o problema, Artur Jorge reconheceu que o Cruzeiro não deve solucionar a situação a curto prazo.
“Quero a melhoria, mas, às vezes, há situações, e essa que falo da altura, não conseguimos estar capazes de dar respostas em todos momentos”, concluiu Artur.
Dificuldades na bola parada
Além do gol sofrido para o Corinthians, o Cruzeiro também foi “vazado” no empate por 1 a 1 contra o Flamengo, pelas oitavas de final da Copa Libertadores, em situação semelhante. O meia Lucas Paquetá deixou tudo igual no Mineirão, em Belo Horizonte, na última quarta (12), após uma sobra dentro da área celeste em cobrança de falta.
No dia 26 de julho, pelo Brasileirão, o Cruzeiro foi derrotado pelo Botafogo, por 1 a 0, no Mineirão, com gol de cabeça do zagueiro Justino. O tento carioca saiu após cobrança de escanteio.
Próximo jogo do Cruzeiro
Depois de ter se consolidado no G5 da Série A, com 36 pontos, o Cruzeiro, agora, se prepara para o segundo confronto com o Flamengo.
De olho na vaga às quartas de final da Libertadores, a Raposa visitará o Rubro-Negro na quarta (19), às 21h30 (de Brasília). As equipes vão se enfrentar no Maracanã, no Rio de Janeiro.


