Após a derrota do Cruzeiro, o técnico Artur Jorge explicou a saída de Zé Lucas contra o Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro. Autor do primeiro gol celeste no revés por 4 a 2, o volante foi um dos raros destaques no Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista. O duelo foi válido pela 30ª rodada da Série A.
Na coletiva, o português afirmou que, no momento da substituição, Zé Lucas já havia apresentado cansaço. O camisa 5 deixou o gramado aos 17 minutos do segundo tempo para a entrada de Matheus Henrique. O camisa 7, inclusive, descontou para o Cruzeiro na reta final da partida.
“O Zé tinha demonstrado, no lance anterior, uma câimbra no momento em que faz uma falta perto do nosso banco. Era um jogador que sabíamos que podia fazer essa transição (ofensiva), mas que era o responsável por ter o comportamento de se juntar à linha de quatro, para poder ter o equilíbrio que precisávamos naquele momento”, disse.
“Entendemos que a troca direta, podendo ter o Matheusinho ali, que também é um jogador com saída e com chegada à área contrária, podia ser a troca direta em relação à fadiga que o Zé apresentou. E algumas dificuldades que já estavam em poder recuperar a sua posição, com a entrada do Matheusinho, para poder desempenhar a mesma função”, completou Artur.
Problema da bola aérea
No decorrer da entrevista, o técnico do Cruzeiro também foi perguntado sobre o alto índice de gols sofridos nas bolas aéreas. Na derrota para o Bragantino, o time foi punido duas vezes dessa forma nos 20 minutos iniciais.
Com a desvantagem no jogo aéreo, o Cruzeiro ainda sofreu um terceiro gol no primeiro tempo antes de descontar com Zé Lucas.
“Acho que não há uma grande explicação que possa lhe dar em relação a isso, porque já detectamos que é um problema nosso. Um problema que tem, sobretudo, a ver também com os batedores adversários. Hoje, provavelmente, enfrentamos a equipe mais alta do Campeonato Brasileiro”
Artur Jorge, sobre alto número de gols sofridos na bola aérea
“São dois gols muito idênticos, em uma tremenda eficácia. No primeiro e no segundo escanteios, 2 a 0 para o adversário, quando praticamente não tinham chegado à nossa baliza (área). É difícil arranjar uma explicação. Trabalhamos, em cima disso, comportamentos, a capacidade de termos jogadores preparados para esse embate. Temos demonstrado fragilidade e que assumir isso de uma forma muito clara”, justificou.
Por fim, Artur Jorge ressaltou que a comissão técnica tem tentado corrigir o problema das bolas aéreas, mas reforçou que não há uma explicação definitiva sobre a inconsistência.
“Hoje, o que nos penaliza, porque falamos disso também, é uma equipe que aproveitava muito das bolas paradas. Em 20 minutos, acabamos por conceder dois gols exatamente iguais, em dois escanteios diretos para a nossa área. O adversário foi mais forte do que nós. É a única explicação que consigo dar, porque não tem sido por falta de trabalho. É um momento que temos demonstrado fragilidade nisso”, concluiu.
Reabilitação contra o Grêmio?
Com a derrota, o Cruzeiro desperdiçou mais uma oportunidade de entrar no G4 do Brasileirão. Isso porque o Fluminense, quarto colocado, perdeu o clássico para o Flamengo e seguiu com 51 pontos, mas com o mesmo número de vitórias do Cruzeiro.
A equipe de Artur Jorge permaneceu com 48 pontos, na sexta posição. Ao longo da 30ª rodada, o Cruzeiro foi ultrapassado pelo Bahia, que derrotou o Mirassol em casa e chegou aos 49 pontos.
Agora, o Cruzeiro tentará se reabilitar contra o Grêmio, pela 31ª rodada do Brasileirão. O duelo será no domingo (18), às 16h (de Brasília), na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. O adversário está afundado na zona de rebaixamento, em 18º lugar, com 31 pontos.

