O técnico Artur Jorge revelou, nesta quarta-feira (30), bastidores da última janela de transferências do Cruzeiro. Em entrevista ao canal Charla Podcast, o português analisou a chegada dos reforços contratados para o segundo semestre da temporada.
De acordo com Artur Jorge, todos os nomes contaram com a sua aprovação e com criteriosa observação dos analistas de desempenho do Cruzeiro. Foram oficializados os laterais-esquerdos Gabriel Rojas e Matías Viña, o volante Zé Lucas, além dos atacantes Gabriel Pec, Lucho Rodríguez, João Costa e Wesley.
“Sempre tive participação ativa naquilo que foi o nosso mercado. Todos os jogadores que estão no Cruzeiro eu quis, foram jogadores que solicitei à minha direção para trazermos. Não posso fugir dessa responsabilidade, porque tivemos uma análise do elenco e percebemos aquilo que deviam ser as necessidades e, sobretudo, para termos competitividade interna”, disse.
Ao contextualizar a chegada dos jogadores, Artur Jorge relembrou a necessidade de o Cruzeiro ter buscado substitutos para as vendas do lateral-esquerdo Kaiki e do meio-campista Christian.
Até então titulares absolutos da equipe, os camisas 6 e 88 foram negociados com o Como-ITA e com o Krasnodar-RUS, respectivamente.
“Foram necessidades diretas das vendas do Kaiki e do Christian, dois jogadores titularíssimos da equipe. Portanto, precisávamos de preencher, e esse preenchimento foi feito diretamente com dois jogadores que vimos e que queríamos: o Gabriel Rojas e o Gabriel Pec”, completou.
Observação do mercado
Em dado momento, em meio à abertura da janela, o Cruzeiro precisou voltar ao mercado diante das graves lesões dos atacantes Pec e Luis Sinisterra. Ao comentar o assunto, Artur Jorge reforçou que foram “situações traumáticas”.
Inicialmente, segundo pontuou Artur Jorge, a diretoria celeste adotou certa cautela para realizar novos investimentos. O técnico, inclusive, concordou com essa postura, embora, posteriormente, a Raposa tenha oficializado mais jogadores no setor ofensivo.
“Depois, houve uma sequência. Primeiro, porque tínhamos alguma contenção, porque sabemos que, financeiramente, temos de ter algum cuidado. Eu também sou sensível a isso, para perceber que não temos uma torneira aberta de toda a forma para poder, em todas as janelas, trazer jogadores de 10, 15 ou 20 milhões. Não é disso que estamos a falar. Estamos a falar daquilo que podemos corresponder, até porque muitas vezes isso não garante sucesso”
Artur Jorge, sobre cautela do Cruzeiro em dado momento durante o mercado
Na reta final da janela, o Cruzeiro buscou Lucho, João Costa e Wesley no futebol saudita para o ataque, enquanto Viña, sem espaço no River, foi contratado no último dia do mercado.
“Muitas vezes, um ativo mais em conta, mas que venha com uma fome danada para chegar aqui e se impor, às vezes ganhamos mais. Depois, tivemos situações que foram quase traumáticas: as perda do Pec e do Sinisterra, que nos obrigaram novamente a ir ao mercado para buscar dois jovens jogadores com características semelhantes”, argumentou.
“Dois jovens jogadores (Wesley e João Costa) bastante competitivos também e muito atrativos do ponto de vista daquilo que são. Foram dois empréstimos conseguidos, ou seja, onde nós trabalhámos também em cima de podermos fazer face ao sucedido com as lesões dos jogadores e sem estar a investir, ou a esticar mais a corda do ponto de vista financeiro”, concluiu o técnico do Cruzeiro.

