Multicampeão ao longo da carreira, o experiente Cássio citou, nesta sexta-feira (2), um ídolo do Cruzeiro como uma de suas referências na posição de goleiro. Aos 39 anos, o arqueiro revelou nomes que foram inspirações, como Dida, em entrevista ao canal Charla Podcast.
Pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira, em 2002, Dida tornou-se um dos maiores goleiros da história do Cruzeiro. Entre 1998, o camisa 1 disputou 304 jogos e conquistou oito títulos: quatro edições do Campeonato Mineiro (1994, 1996, 1997 e 1998), uma Copa Ouro (1995), uma Copa Master da Supercopa (1995), uma Copa do Brasil (1996) e uma Copa Libertadores (1997).
De forma surpreendente, Cássio também disse que um ex-goleiro que teve importante processo na sua carreira foi Óscar Córdoba. Recordista de jogos pela Seleção Colombiana, Córdoba foi campeão da Copa América (2001) e fez história no Boca Juniors-ARG, com o bicampeonato da Copa Libertadores (2000 e 2001) e o Mundial de Clubes (200).
“Quando comecei a jogar futebol, estava naquelas finais entre Boca e Palmeiras (da Copa Libertadores), eu gostava muito do Oscar Córdoba. Era um goleiro colombiano. Eu comecei a assisti-lo e gostei de ver o estilo dele. Ele tinha personalidade e foi decisivo em cobranças de pênaltis em que foram campeões”, destacou.
Revelado na base do Grêmio, Cássio também ressaltou a idolatria por Danrlei, ídolo do clube gaúcho nas últimas décadas. Nos tempos em que estava nas divisões inferiores, o jovem se inspirava no “paredão” da equipe principal de Porto Alegre.
“Também sempre gostei do Danrlei. Depois, fui para a base do Grêmio. É legal quando você admira uma pessoa, a conhece e é sensacional. Eu tive o privilégio de conhecer ele. O Grêmio tinha uma camisa de goleiro que era do Danrlei mesmo, diferente, clássica. Eu era da base e fui pedir uma roupa igual à dele para jogar. Foi bacana”, completou.
Inspirações na Europa
Já no futebol europeu, Cássio mencionou as trajetórias do alemão Manuel Neuer, do Bayern de Munique-ALE, do dinamarquês Peter Schmeichel, ex-goleiro do Manchester United-ING.
“Ele (Danrlei) sempre foi acessível com todo mundo. Lógico que eu gostava do Peter Schmeichel também. Têm vários goleiros. Gosto de assistir e ver as qualidades de cada goleiro. Teve muito goleiro bom, o Dida também na época. Muitos caras bons”, opinou.
Já com relação às mudanças no estilo de jogos dos goleiros, Cássio estabeleceu que Neuer foi preponderante nesse processo.
“Um cara que foi um paralelo de tudo, de mudanças no estilo de goleiros, foi o (Manuel) Neuer. Até brinco com os caras: ‘O que o Neuer veio fazer no Brasil e jogar a Copa? Antes, era só fechar a zaga e bater balão para frente. Agora, tem que saber jogar com os pés'”, brincou Cássio.
“Ele (Neuer) mudou e tem muita personalidade. Ele, em questão de explosão. Gosto muito do Alisson, é muito regular. Aqui no Brasil, às vezes, se falam muito sobre ele, mas acho injustiçado”
Cássio, sobre goleiros que são referências na posição
Elogios aos goleiros do Brasil
Entre os brasileiros, além de Alisson, do Liverpool-ING, e Dida, também foram elogiados os ex-goleiros Júlio César e Cláudio Taffarel, com largos históricos na Seleção Brasileira.
“Vejo muita gente falando sobre o Julio Cesar e o remetem ao 7 a 1, mas a carreira dele é… Além de ser uma excelente pessoa, pega a história dele na Inter de Milão, o ciclo vitorioso. Foi um cara que abriu as portas para os goleiros na Europa, juntamente com o Dida, com o Taffarel. O Taffarel também era muito técnico”, finalizou Cássio.

