Campeãs da Libertadores Feminina pelo Cruzeiro, a zagueira Vitória Calhau e a atacante Byanca Brasil comentaram a emoção pela conquista do torneio continental e as dificuldades enfrentadas durante a competição, disputada em Quito, no Equador, cidade situada a 2.850 metros de altitude.
+Leia também: Calhau revela momento de raiva contra jogadora do Corinthians em título do Cruzeiro: ‘Sua soberba’
As Cabulosas superaram o Corinthians por 5 a 4 nos pênaltis, no último sábado (31), após um empate heroico por 4 a 4 no tempo regulamentar. A equipe celeste chegou a estar perdendo por 3 a 0 no início do segundo tempo, mas buscou o empate nos acréscimos e levou a decisão para as penalidades.
Em entrevista exclusiva à Samuca TV, Byanca admitiu que ainda não assimilou completamente a dimensão do título. A atacante destacou a recepção após a conquista e contou que tem aproveitado cada momento ao lado do troféu.
“Acho que a ficha da gente ainda não caiu. Desde o momento em que a gente é campeão lá, e da forma que foi, chegar aqui e ver toda essa festa… Toda hora eu fico olhando para a taça, dormi com ela inclusive (risos). Fico incrédula com tudo que aconteceu. É uma coisa histórica, e a festa que foi… Incrível”, disse Byanca.
Dificuldade com a altitude
Calhau relembrou as dificuldades enfrentadas pelo Cruzeiro na estreia da Libertadores Feminina, contra a LDU-EQU. Como a equipe equatoriana é de Quito, cidade que sediou o torneio, o confronto foi marcado pelos efeitos da altitude. A zagueira contou que as condições tornaram a partida desgastante, principalmente pela dificuldade para respirar.
“Cara, nosso primeiro jogo foi bem difícil. Eu lembro de ter olhado pra Gi (Gisseli). Estava frio e a mão dela estava muito gelada. Olhei pra ela e ela estava quase desmaiando. A gente tentando puxar o ar e não vinha. O primeiro jogo na altitude foi muito difícil, mas a gente conseguiu. Não tinha como acalmar o jogo, porque as donas da casa estavam tentando vir pra cima toda hora. Mas, em todos os momentos em que tinha a oportunidade de respirar, tomar uma água, a gente tentava, porque estava muito difícil respirar e continuar no jogo pela altitude”, disse Calhau.

