A eliminação do Cruzeiro para o Flamengo nas oitavas de final da Copa Libertadores pode ser entendida pelos números do jogo. Com posturas diferentes no decorrer dos dois tempos no Maracanã, no Rio de Janeiro, o time celeste perdeu por 2 a 1 e deu adeus ao sonho do terceiro título continental.
Segundo dados do Sofascore, o Cruzeiro foi ao intervalo com 40% de posse de bola e apenas três finalizações no total, mas sem criar nenhuma grande chance. O goleiro argentino Agustín Rossi não precisou realizar defesas nos 45 minutos iniciais no Maracanã.
Com o sistema defensivo desencaixado, os comandados de Artur Jorge foram encurralados pelo Flamengo.
O adversário não só abriu o placar com o meia uruguaio Arrascaeta, mas também finalizou 15 vezes em direção ao gol de Otávio. Foram duas grandes chances criadas pelos cariocas no primeiro tempo contra o Cruzeiro, além de três defesas do arqueiro cruzeirense.
Ainda de acordo com a plataforma de estatísticas de futebol, o Cruzeiro completou 176 passes no primeiro tempo, enquanto o Flamengo tocou a bola 268 vezes.
Outro número que chamou a atenção foi a discrepância nos desarmes, com enorme vantagem para o Flamengo: 13 a 6 em relação ao Cruzeiro no primeiro tempo.
Mudança de postura
Já no segundo tempo, com outra postura, sobretudo até os 20 minutos, o Cruzeiro cresceu no jogo, buscou o empate com um golaço do volante Lucas Romero e teve chances para virar o confronto diante do Flamengo.
Pouco efetivo ofensivamente, o Cruzeiro voltou a cometer falha na defesa e ficou novamente atrás no placar com um gol do atacante Samuel Lino. No momento em que o Flamengo fez o 2 a 1, o time celeste era superior e parecia estar próximo da virada na Libertadores.
Conforme o Sofascore, o Cruzeiro teve mais posse, finalizou mais e desarmou mais que o Flamengo no segundo tempo.
A Raposa teve a bola em 57% do segundo tempo e arrematou 11 vezes em direção ao gol de Rossi, duas a mais no comparativo com o Flamengo. O argentino fez duas defesas em lances que poderiam ter sacramentado a reação cruzeirense nas oitavas de final.
Com a marcação melhor ajustada, ainda que bem aquém do nível apresentado na “era Artur Jorge”, o Cruzeiro teve o dobro de desarmes nos 45 minutos finais do jogo: 9 a 4. O time celeste teve quatro escanteios a favor, ao passo que o Flamengo teve dois.
No total, o Cruzeiro trocou 247 passes no segundo tempo, e o Flamengo completou 195 passes diante dos 43% do período em que teve a bola.
Decisões pela frente
Com pouco tempo para lamentar, o Cruzeiro voltará a campo já no sábado (22), às 20h30 (de Brasília), contra o mesmo Flamengo, mas pelo Campeonato Brasileiro. O duelo, válido pela 24ª rodada, será no Mineirão, em Belo Horizonte.
De olho na manutenção na vaga do G5 da Série A, o Cruzeiro também tentará se fortalecer às vésperas de mais uma decisão na temporada.
Na terça (25), às 21h (de Brasília), a equipe de Artur Jorge receberá o Atlético-MG, no Gigante da Pampulha, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil. A classificação à semifinal será decidida no dia 1º de setembro (terça), às 21h (de Brasília), na Arena, em BH.


