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Cássio, goleiro do Cruzeiro, revela drama familiar: ‘Corta o coração’

Goleiro celeste relatou dificuldades em matricular a filha, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), em escolas de Belo Horizonte

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O goleiro Cássio, do Cruzeiro, fez um forte desabafo na noite desta sexta-feira (22). Em publicação nos stories do Instagram, o jogador revelou estar enfrentando dificuldades para matricular a filha Maria, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), em escolas de Belo Horizonte.

Segundo Cássio, a barreira encontrada pelas famílias não está apenas no acesso às instituições de ensino, mas na falta de abertura para receber a criança com a profissional que a acompanha diariamente em suas atividades.

“Hoje, como tantos outros pais de crianças autistas não verbais, venho compartilhar algo muito doloroso. Tenho tentado matricular minha filha em diferentes escolas, mas a resposta quase sempre é a mesma: ela não é aceita. Tudo isso porque a Maria tem uma pessoa especializada que a acompanha desde os seus 2 anos de idade. Esse profissional veio com a gente de São Paulo, conhece a Maria profundamente, tem a confiança dela e poderia ajudá-la dentro de sala sem atrapalhar em nada o andamento das atividades. Mesmo assim, as escolas não aceitam essa ajuda. Muitas vezes, somos chamados para conversar, eu e minha esposa vamos até a escola, explicamos tudo, mostramos disposição em colaborar. No final, a resposta é sempre negativa”, desabafou.

O goleiro destacou que apenas uma escola, até agora, aceitou receber a filha.

“Se não fosse por uma única escola ter aceitado a minha filha, a Maria simplesmente não teria como estudar em Belo Horizonte. O mais triste é ouvir justamente de escolas que se apresentam como ‘inclusivas’, que dizem aceitar todos os tipos de crianças. A realidade, no entanto, é bem diferente”

Cássio, goleiro do Cruzeiro

Cássio encerrou o desabafo com uma reflexão sobre inclusão e o impacto emocional da situação vivida pela família.

“Como pai, ver sua filha rejeitada simplesmente por ser autista é algo que corta o coração. Inclusão não é só palavra bonita em propaganda, é atitude. E ainda estamos muito longe de viver isso de verdade”, finalizou.

Direito garantido por lei

De acordo com a Lei nº 12.764/2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nenhuma escola pública ou privada pode negar matrícula ou dificultar o acesso de crianças e adolescentes com autismo. A legislação também garante o direito à educação inclusiva e, quando necessário, a presença de profissionais de apoio.

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Thaynara Amaral
Thaynara Amaral é repórter do Central da Toca. Jornalista formada pela UFMG, cobriu o Cruzeiro pelo ge.globo e também atuou no Superesportes, do jornal Estado de Minas. Desde 2023, passou a explorar novas áreas da comunicação. Natural de Araxá, saiu do interior movida pelo amor ao Cruzeiro — e foi por ele que escolheu o jornalismo.
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