Após o empate do Cruzeiro, por 0 a 0, com a Chapecoense, o zagueiro Fabrício Bruno revelou a mensagem deixada pelo técnico Artur Jorge no vestíario. Neste domingo (2), o time celeste sofreu para superar o adversário na Arena Condá, pelo 1º jogo das oitavas de final da Copa do Brasil.
Na zona mista, o defensor destacou que o comandante português rechaçou o uso do pouco tempo de descanso disponível de um confronto para o outro como desculpa. O Cruzeiro volta a enfrentar a Chapecoense na quarta-feira (5), às 19h, no Mineirão, em Belo Horizonte.
“Eu lembrei de uma frase que o mister falou com a gente ali [vestiário]. É dois dias para o bem e dois dias para o mal. Não tem outra saída. Do mesmo jeito que a gente vai ter dois dias de descanso, eles também vão ter dois dias de descanso”
Fabrício Bruno, sobre recado de Artur Jorge
Em seguida, Fabrício fez duras críticas ao gramado da Arena Condá. De acordo com o zagueiro, a condição apresentada pelo estádio para receber o jogo poderia causar possíveis problemas físicos aos jogadores e prejudicar o Cruzeiro na sequência da temporada.
“O campo em si atrapalha um pouco. Eu já cansei de falar isso. Acho que é desumano a gente jogar nesse tipo de campo, ainda mais o nosso, que é um time, não só o nosso, mas também o futebol é um esporte tão intenso. E acaba que isso, a nível de saúde, é uma coisa não tão legal para nossa saúde esportiva e física”, complementou.
Olho no jogo da volta
De olho no confronto de volta, que pode definir a vida do Cruzeiro na Copa do Brasil, o zagueiro projetou o próximo duelo contra a Chapecoense. Dessa vez, as equipes vão ao Mineirão ir em busca da classificação.
Na visão de Fabrício Bruno, o time precisa se recuperar e fazer um jogo diferente do apresentado em Chapecó. Como disse o defensor, o time não teve a inspiração necessária para sair com a vitória da Arena Condá.
“Acima de tudo, fizemos um um jogo dentro daquilo que que foi proposto, faltou um pouco de inspiração. Mas a decisão está em aberto. Fazer um grande jogo diante do nosso torcedor e levar essa essa vaga que é muito importante para a gente”, concluiu.
O que está em jogo para o Cruzeiro?
Financeiramente, a Copa do Brasil interessa ao Cruzeiro. Isso porque o time pode faturar R$ 4 milhões caso avance à próxima fase do torneio. Até aqui, o clube já embolsou R$ 5 milhões em premiação pela participação na 5ª fase e oitavas.
Além disso, a Raposa é a equipe mais tradicional da Copa do Brasil. O clube é o maior campeão, com seis troféus, em 1993, 1996, 2000, 2003, 2017 e 2018, e vai em busca do heptacampeonato em 2026.
Antes de chegar às oitavas, o Cruzeiro teve que passar por apenas uma fase. Como a equipe está na elite do futebol nacional, o clube não precisou participar das quatro primeiras etapas da Copa do Brasil.
Já na 5ª fase, o time celeste teve o Goiás pela frente. A classificação foi conquistada com dificuldades. No jogo de ida, o Cruzeiro empatou por 2 a 2, no Serra Dourada. A equipe vencia por 2 a 1 até os minutos finais, quando Esli Garcia empatou o jogo nos acréscimos.
No confronto de volta, no Mineirão, a Raposa venceu por 1 a 0, mas obrigou o goleiro Otávio a fazer grandes defesas. Os goianos também deram duas bolas na trave, mas não conseguiram igualar o placar.


