Cruzeiro e Flamengo entram em campo nesta quarta-feira (12) com novidades que vão além das quatro linhas. O duelo pela Copa Libertadores já será disputado sob novas regras determinadas pela International Football Association Board (IFAB) e adotadas pela Conmebol.
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As equipes se enfrentam nesta quarta-feira (12), às 21h30, no Mineirão, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores.
As novas Regras do Jogo 2026/27 entraram em vigor em 1º de julho. Com a retomada das competições continentais, a entidade sul-americana passou a adotar as mudanças que ainda não eram aplicadas em seus torneios.
Entre as novidades estão limites de tempo para cobranças de lateral e tiro de meta, mudanças nas substituições e no atendimento médico, além da ampliação das situações que podem ter interferência do VAR.
Cinco segundos para cobrar lateral
Uma das mudanças tem como objetivo diminuir a perda de tempo nas reposições de bola. Quando o árbitro entender que uma equipe está retardando deliberadamente a cobrança de um lateral, fará uma contagem regressiva de cinco segundos.
Caso a bola não seja colocada em jogo dentro do limite, o lateral será revertido para a equipe adversária, que fará a cobrança do mesmo local.
Cinco segundos para cobrar tiro de meta
A mesma contagem poderá ser utilizada em tiros de meta quando houver atraso deliberado para colocar a bola em jogo.
Se os cinco segundos terminarem sem que a cobrança seja realizada, a equipe adversária ganhará um escanteio. A cobrança será feita pelo lado do campo mais próximo de onde o tiro de meta deveria ter sido executado.
Dez segundos para deixar o campo em substituições
As substituições também terão uma nova regra para combater a perda de tempo. A partir do momento em que o árbitro autorizar a troca ou o número do jogador for exibido no placar de substituição, o atleta terá 10 segundos para deixar o gramado.
Caso ultrapasse esse período, o jogador substituído ainda terá de sair, mas o companheiro que entraria em seu lugar não poderá acessar imediatamente o campo. O substituto terá de esperar a primeira paralisação depois de transcorrido um minuto de jogo desde o reinício da partida.
Um minuto fora após atendimento médico
Outra mudança busca reduzir as paralisações e possíveis tentativas de retardar o jogo em atendimentos médicos.
Caso um jogador de linha provoque a interrupção da partida por lesão, suspeita de lesão ou receba atendimento médico dentro de campo, ele deverá deixar o gramado.
O atleta terá de permanecer fora até que transcorra um minuto de jogo, contado a partir do reinício da partida.
VAR poderá revisar segundo amarelo
O protocolo do VAR também foi ampliado. A partir das novas regras, uma expulsão decorrente de um segundo cartão amarelo claramente aplicado de forma incorreta poderá ser revisada pelo árbitro de vídeo.
Com isso, caso um jogador receba uma segunda advertência equivocadamente e, consequentemente, seja expulso, o VAR poderá interferir na decisão.
O protocolo também passa a permitir a atuação do VAR em casos de confusão de identidade. Isso acontece quando um jogador recebe cartão amarelo ou vermelho, mas a infração que originou a punição foi cometida por outro atleta.
VAR poderá corrigir escanteio
Outra mudança envolve escanteios concedidos de maneira incorreta. O VAR poderá atuar para corrigir a decisão desde que seja possível identificar o erro imediatamente e fazer a correção sem atrasar o reinício da partida.
Dessa forma, uma cobrança de escanteio marcada de forma equivocada poderá ser revertida antes que a bola volte a rolar.
Abandonar o campo em protesto pode gerar expulsão
A Conmebol também adotou uma mudança relacionada aos protestos contra decisões da arbitragem. Jogadores, reservas ou atletas já substituídos poderão ser expulsos caso abandonem o campo em protesto contra uma decisão do árbitro.
A punição também poderá ser aplicada a quem ordenar ou incentivar outros jogadores a deixarem o gramado pelo mesmo motivo.
E a ‘Lei Vini Jr.’?
Nem todas as novas possibilidades apresentadas pela IFAB serão utilizadas pela Conmebol. A entidade sul-americana decidiu não implementar, por exemplo, a disposição opcional que prevê expulsão relacionada a jogadores que cubram a boca ao se comunicar com um adversário.
A medida ficou popularmente conhecida como ‘Lei Vini Jr.’ após episódio envolvendo Vinícius Júnior e Prestianni, do Benfica.
Como a adoção da regra é opcional, a Conmebol decidiu deixá-la de fora das competições organizadas pela entidade.


