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Artur Jorge admite má atuação do Cruzeiro e cita fator para empate contra Chapecoense

Técnico português reconheceu atuação abaixo das expectativas na Copa do Brasil, na Arena Condá, em Chapecó, neste domingo (2)

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O técnico Artur Jorge analisou, na noite deste domingo (2), a atuação e o resultado do Cruzeiro no empate contra a Chapecoense, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Na Arena Condá, em Chapecó, as equipes produziram pouco e não conseguiram abrir o placar.

Na coletiva, Artur Jorge admitiu a má atuação do Cruzeiro, mas atribuiu a falta de intensidade ao desgaste físico dos atletas. O português criticou o calendário brasileiro e citou a vitória sobre o Coritiba, em Curitiba, na última quinta (30), pelo Campeonato Brasileiro.

“Temos que admitir que não foi um jogo muito brilhante. Foi um jogo onde, na primeira parte, estivemos claramente abaixo das nossas possibilidades. Jogamos em um ritmo lento, com pouca intensidade. Na segunda parte, melhoramos um bocadinho, mas não muito. Temos que nos reconhecer internamente. É violento jogar com dois dias de diferença”, iniciou.

“Sabemos que vamos voltar a jogar com dois dias de diferença. Isso, para os jogadores, é violento, mas é o que temos. Temos que saber dar a resposta. Hoje, a resposta não foi a melhor, mas tivemos um jogo onde nós tivemos mais domínio que o adversário”, acrescentou Artur Jorge.

Apesar de ter reconhecido o desempenho abaixo das expectativas em Chapecó, Artur Jorge sinalizou que o Cruzeiro poderia ter vencido o confronto. O treinador citou o gol anulado de Kaique Kenji por impedimento no primeiro tempo.

“Mais transições, uma ou outra bola nas costas da nossa defesa, mas, em jogo jogado, ainda que numa velocidade abaixo do que queríamos, fomos uma equipe que conseguiu circular a bola de trás para frente, criar oportunidades, ter feito um gol. Não sei se devia ter sido validado ou não, mas fizemos um gol. Admitimos que não foi um jogo brilhante. Temos que ser claros com isso também”. argumentou.

Questão física preocupa?

Ainda a respeito da forma física de alguns atletas, Artur Jorge destacou que os times no futebol brasileiro estão acostumados com a maratona de jogos. No entanto, o lusitano pediu maior agressividade e intensidade ao Cruzeiro nos próximos compromissos, o que faltou diante da Chapecoense.

“A questão da forma física tem muito a ver com aquilo que nós pedimos. O número de jogos que temos feito em um curto espaço de tempo. No Brasil, os jogadores se sentem mais confortáveis jogando regularmente, de três em três dias. Depois, entramos em uma questão fisiológica que acabam por ter essa própria defesa, para competirem dessa forma”, afirmou.

“Uns jogam mais que outros, estão mais preparados em termos físicos que outros. O que temos que fazer é ser uma equipe mais intensa, mais agressiva ofensivamente, que consiga concretizar o que nos propusermos a criar, para criar vantagem e ter um jogo, a partir do resultado, sermos mais dominantes”.

Artur Jorge pediu maior intensidade ao Cruzeiro nos próximos jogos

“Temos que fazer gols para essa vantagem trazer tranquilidade à equipe, possa trazer serenidade de controlar um jogo em cima do resultado e não só em cima da posse de bola”, concluiu.

Decisão em BH

Com o empate, o cenário ficou totalmente aberto para o jogo da volta, no Mineirão, em Belo Horizonte. O compromisso será na quarta (5), às 19h (de Brasília). Em caso de novo empate, a definição da vaga irá para os pênaltis.

Vale destacar que a classificação às quartas de final da Copa do Brasil renderá R$ 4 milhões aos cofres dos oito times garantidos na próxima fase.

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Leonardo Gimenez
Leonardo Garcia Gimenez é repórter do Central da Toca e jornalista formado pelo UniBH. Com foco em futebol e vôlei, fez a cobertura do Cruzeiro no esporte digital da Itatiaia entre 2022 e 2025. Antes, trabalhou na Record TV.
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