Questionado sobre as alterações no time do Cruzeiro na derrota, por 2 a 1, para o Santos, neste domingo (12), o técnico Artur Jorge explicou a intenção das mudanças diante de um resultado adverso. O time celeste perdia por dois gols de diferença, até o gol de Matheus Pereira, nos minutos finais do segundo tempo.
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Na entrevista coletiva, o comandante português destacou o caráter médico da primeira subsituição. O volante Lucas Romero deixou o campo na pausa para o intervalo para a entrada de Wesley. Segundo as informações da transmissão do Premiere, o argentino reclamou de dores na panturrilha.
Além disso, Artur Jorge queria acrescentar um homem à frente, para dividir posição com Kaio Jorge e Arroyo, para pressionar a saída de bola do time paulista.
“O 11 de hoje é exatamente igual àquilo que foi o jogo da última vitória. A substituição que é feita tem um caráter médico também, mas é tirar mais um meio-campo para tentarmos arriscar um pouco mais, de ter mais um homem na frente. Dessa forma, nós íamos perder a igualdade numérica que tínhamos no meio, íamos obrigar a ter um zagueiro também que pudesse crescer para igualar os quatro homens do meio-campo adversário. Dessa forma, íamos nos expor mais, estando mais vezes em situações de um para um, porque procuramos e tentamos pressionar a partir daí com três homens na frente. Ao contrário do Arroyo e do Kaio, acrescentamos o Wesley nesse tipo de pressão”
Artur Jorge, sobre a primeira alteração
Em seguida, o técnico defendeu os outros atletas que entraram no segundo tempo da partida. Artur Jorge promoveu outras quatro alterações: Lucas Silva no lugar de Matheus Henrique, Zé Lucas na vaga de Gerson, João Costa por Fagner e Lucho Rodríguez para a saída de Arroyo.
“Os jogadores têm entrado bem, continuam a entrar bem, continuam a jogar o tempo que é possível. Não me perguntem e eu não digo, ou não lhe vou dizer, hoje, jogando com o mesmo 11 da última vitória, não sei se estariam à espera que fizesse grandes alterações em termos de nomes de jogadores para dentro da equipa”, complementou.
O treinador também falou sobre atletas menos oportunizados do elenco. Na visão do comandante, os jogadores que recebem menos minutos precisam dar a resposta durante os treinamentos, para virarem opções nos confrontos seguintes do Campeonato Brasileiro.
“Quem joga e quem não joga, é dar o seu melhor em treino para poder ser opção, umas opções mais viáveis do que outras. Porque a verdade é que, no Cruzeiro, como em qualquer outra equipe, existem jogadores mais titulares do que outros e jogadores que aparecem mais vezes no 11 inicial por qualidade, compromisso, por empenho, por aquilo que é o normal dentro de um um elenco de futebol, onde não há 25 jogadores iguais”, concluiu.
Sequência como visitante
Com o resultado na Baixada Santista, a Raposa completou sua quarta derrota seguida fora de casa e repetiu um marca que não registrava desde 2021. Os confrontos foram válidos pelo Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. Ao todo, o Cruzeiro sofreu nove gols e marcou três.
A série negativa começou contra o Flamengo. No Maracanã, o time celeste perdeu por 2 a 1 e foi eliminado do torneio continental. Em São Januário, novo resultado negativo, dessa vez, um 3 a 1 para o Vasco, pelo Brasileiro. O Cruzeiro se despediu da Copa do Brasil ao perder, por 2 a 1, para o Atlético-MG, na Arena.
Em contrapartida, há cinco anos atrás, pelo Brasileirão Série B, Copa do Brasil e Estadual, a equipe de Felipe Conceição foi superada por Pouso Alegre, América-MG, Confiança e Juazeirense.
Distância do G4?
Com a derrota para o Santos, o Cruzeiro perdeu a chance de entrar no grupo dos quatro primeiros. O time celeste permaneceu com 42 pontos, três de distância do Fluminense, que também tropeçou na rodada.
Os comandados de Artur Jorge, no entanto, podem se complicar ainda mais no objetivo de se classificar à Copa Libertadores via Brasileirão. Isso porque o Bahia, adversário direto por posições na parte de cima da tabela, entra em campo nesta segunda-feira (14).
O time de Rogério Ceni enfrenta o Remo, às 20h (de Brasília), na Arena Fonte Nova, em Salvador. Caso vença, o Bahia alcança os 46 pontos, um a mais que o Fluminense e quatro em relação ao Cruzeiro. O Tricolor não perde há 10 jogos na temporada.

