Artur Jorge já está de olho no confronto decisivo entre Cruzeiro e Atlético-MG pelas quartas de final da Copa do Brasil. Após o empate por 1 a 1 nessa terça-feira (25), no Mineirão, o treinador projetou o jogo de volta e tratou o clássico na Arena como uma ‘final’ para a equipe celeste.
Com a igualdade no primeiro confronto, o Cruzeiro precisa vencer o Atlético-MG para garantir a classificação à semifinal. Um novo empate leva a decisão para os pênaltis. As equipes voltam a se enfrentar na próxima terça-feira (1º), às 21h, na Arena.
Para Artur Jorge, o resultado no Mineirão refletiu o equilíbrio entre os rivais. O treinador, porém, deixou nítido que a Raposa jogará com ambição de vencer e destacou que a equipe precisará se impor mesmo atuando na casa do adversário.
“Essa coincidência do resultado (1 a 1 assim como foi contra o Flamengo, pela Libertadores), creio que não é por acaso, porque é aquilo que reflete o equilíbrio entre as equipes e também aquilo que é a ambição de cada uma das equipes para poder seguir em frente na prova, sabendo que há sempre dois momentos diferentes, que é o primeiro e o segundo jogo”, disse.
Na sequência, Artur Jorge reforçou o peso da Copa do Brasil para o Cruzeiro e apontou competência, qualidade e determinação como fatores necessários para buscar a classificação.
“Para nós, não nos resta outra alternativa que não ter a ambição de poder ir ganhar o jogo na casa do adversário, porque sabemos que esse é o único caminho que nos permite continuar e, como lhe disse, esta Copa é para nós um grande objetivo e, portanto, estaremos com toda a certeza preparados e determinados para fazer um resultado melhor do que este”,
Artur Jorge, técnico do Cruzeiro
“Não que este tenha sido um mau resultado, mas é um resultado que deixa tudo em aberto para uma final já de Copa na casa do nosso adversário, onde nós temos que nos impor também e mostrar não só competência, mas também qualidade e determinação, sobretudo”, finalizou.
Artur Jorge lamenta erros do Cruzeiro
Ao analisar o empate no Mineirão, Artur Jorge também apontou erros do Cruzeiro no lance que terminou no gol de Renan Lodi, aos 23 minutos da etapa final. Segundo o treinador, a equipe perdeu a posse duas vezes e poderia ter evitado a jogada que resultou na igualdade.
“Nós tivemos ali na primeira parte alguns momentos, e eu chamei a atenção disso também no intervalo, alguns lances em que fomos displicentes, em que perdemos algumas bolas quando nada justificava e apenas e só por mais recreação nossa do que o necessário. Nós, nesse momento em que sofremos o gol, perdemos uma bola duas vezes, duas vezes naquele momento”, comentou.
Artur Jorge ainda detalhou a sequência da jogada e destacou que o Cruzeiro tinha superioridade numérica no setor defensivo antes da finalização do lateral-esquerdo do Atlético-MG.
“Depois, com muita gente dentro da nossa área, perdemos a bola no campo defensivo, com muita gente dentro da grande área, com superioridade até nossa. Acabamos por ter um movimento nas costas do Fagner e um passe que depois permite uma finalização no lado e dentro daquilo que era um espaço menor diante do Otávio e o poste”, disse.
“Portanto, é difícil de nós estarmos à procura, porque os gols, normalmente, acontecem em sequência de erros ou de momentos em que nós vamos permitindo, mas sobretudo olhar para aquilo que tem que ser, o que nós podemos, e em jogos destes mais ainda, porque estes jogos definem-se, e a eliminatória define-se com gol marcado, gol sofrido e isso traduz-se em vitória ou não vitória”, finalizou.
Por fim, o treinador reforçou que o time celeste não pode oferecer espaços ao adversário em um confronto equilibrado como o clássico.
“Temos que ser mais competitivos naqueles momentos em que não podemos facilitar, como acabamos por facilitar no momento da perda de bola, que depois, 20, 30 segundos depois, resulta num gol adversário”, afirmou.


