Executivo de futebol do Cruzeiro, Bruno Spindel fez pronunciamento rebatendo a declaração de Paulo Bracks, vice-presidente de futebol do Atlético-MG, que classificou como “maldosa e desleal” uma entrada de Kaio Jorge em Ruan Tressoldi nos minutos iniciais da partida dessa terça-feira (25), válida pela ida das quartas de final da Copa do Brasil, que terminou em empate por 1 a 1, no Mineirão.
Segundo Spindel, as declarações de Bracks visam “manipular a arbitragem” e “tentar que o jogo seja decidido fora do campo”.
“Venho aqui em nome do Cruzeiro repudiar veementemente a declaração da direção do nosso adversário, com o intuito de manipular arbitragem, tribunal já criar um clima ruim para o próximo jogo. A gente está com um atleta hospitalizado por um choque”, começou o dirigente celeste.
E prosseguiu, citando Bruno Rodrigues, que precisou ser encaminhado a um hospital após choque com o goleiro Everson, já na reta final da partida.
“O Bruno Rodrigues foi hospitalizado, vai fazer exames, e em nenhum momento o Cruzeiro quis tirar qualquer proveito e fazer qualquer declaração com o intuito de criar um clima ruim para o próximo jogo, ter benefícios na arbitragem, no tribunal”, acrescentou.
Segundo Spindel, o Cruzeiro segue confiando na arbitragem e não aceitará interferências externas ao campo de jogo.
“O Cruzeiro confia totalmente na arbitragem, na escala de arbitragem que ela vai fazer, no treinamento dos árbitros, na profissionalização da arbitragem, para ter mais futebol e menos arbitragem, confiamos no trabalho deles”, afirmou o executivo de futebol.
E completou:
“O que a gente não vai aceitar jamais é esse tipo de conduta, criar narrativa e pressão de fora para dentro do campo e tentar que o jogo seja decidido fora do campo. O jogo com o Cruzeiro sempre será decidido dentro do campo. A gente não vai aceitar esse tipo de conduta”, finalizou Bruno Spindel.
Declaração de Paulo Bracks
Confira, agora, o que foi dito por Paulo Bracks em relação ao lance envolvendo Kaio Jorge e Ruan Tressoldi.
“Não tenho dúvida nenhuma que foi maldade e deslealdade. Isso não vamos aceitar. Acima de tudo, é um colega de profissão, não tem rivalidade. A integridade física está acima da rivalidade. Não é a primeira e nem a segunda que esse cidadão faz isso. Para nós, foi maldoso e desleal. A gente poderia estar aqui falando de uma lesão grave na coluna. Graças a Deus isso não aconteceu”, começou ele.
E prosseguiu:
“Para nós, houve falha da arbitragem, o VAR não ter chamado, e o STJD precisa analisar se é uma infração disciplinar, que pra nós é. Não vamos aceitar, é uma indignação muito grande, pois poderia ter acontecido algo muito pior”, continuou.
Em seguida, completou:
“A gente pode, além de oficiar a comissão de arbitragem para análise da arbitragem, com um minuto de jogo também tem infração ,vamos consultar o jurídico para ver se tem algo a ser feito se o STJD não agir”, finalizou Bracks.


