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Reforço do Cruzeiro, Viña é direto sobre passagem pelo River e explica salário e contratos

Lateral-esquerdo detalhou imbróglio com clube argentino antes de acerto com a Raposa e explicou situação contratual

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Apresentado oficialmente pelo Cruzeiro nesta terça-feira (15), Matías Viña abriu o jogo sobre a conturbada reta final da passagem pelo River Plate-ARG. O lateral-esquerdo explicou o imbróglio contratual que antecedeu a chegada à Toca da Raposa II e fez críticas à forma como a situação foi conduzida por integrantes da diretoria do clube argentino.

Viña pertence ao Flamengo e, no início da temporada, foi cedido ao River até dezembro de 2026. O contrato, porém, previa uma cláusula que obrigaria os argentinos a comprarem o jogador caso ele ultrapassasse 50% dos minutos possíveis nas partidas da equipe.

Segundo o uruguaio, o River Plate-ARG decidiu que não o compraria e, por isso, optou por não utilizá-lo mais para evitar que a minutagem estipulada no contrato fosse alcançada. Viña afirmou que compreendeu a decisão esportiva, mas criticou a forma como o caso foi conduzido posteriormente.

“Tanto assim que eu tinha contrato lá com o River até fim de ano e que estavam me pagando um salário só, né, o River Plate. Então era a mesma coisa que eu fiquei lá, era uma conversa, falaram: ‘Olha, daqui pra frente a gente não vai te comprar. Porque era uma obrigação. Você não pode chegar aos 50% dos minuto’. Mas era só falar isso e eu entender e eu tratar de buscar uma solução pra eu sair de boa e não ficar dois meses, como me trataram lá, numa situação muito ruim”, explicou.

“Mas é isso, agradecer ao River. Cada jogo que eu fiz lá, à torcida por acompanhar, tanto mensagem que eu tenho também do torcedor do River Plate, desejando-me o melhor pra esta etapa aqui”, comentou.

Viña detalha problemas para deixar River Plate-ARG

Depois de saber que não seria mais utilizado, Viña passou a buscar uma saída do River Plate-ARG. O lateral-esquerdo afirmou que chegou a se colocar à disposição para rescindir o contrato e retornar ao Brasil, mas encontrou dificuldades para concretizar a liberação.

“É muito longo o que aconteceu. Eu acho que daqui um tempo eu vou escrever alguma coisa nas minhas redes pra ficar tudo bem o que aconteceu. Mas eu quero agradecer à torcida do River, ao River Plate também, como instituição. Mas a discussão minha, o que aconteceu, foi o tema de contrato lá”, iniciou.

“Eu sempre fui um profissional por lá. Já virei goleiro lá (risos), ou seja, sempre que o time precisou eu estive à disposição. E como eu falei anteriormente, eu acho que não comecei da melhor maneira, mas minha fase foi muito boa depois, acabando. Tanto que depois fui para Copa”, completou.

Viña também afirmou que não havia sido informado anteriormente sobre a situação que enfrentaria após a decisão de o River Plate-ARG não exercer a compra.

“Ninguém lá, quando eu falo ninguém, falo o senhor Ricardo, Enzo Francescoli, me falaram nada da situação que eu ia viver depois. E depois toda a trava que botaram pra eu sair. Eu estava na disposição de rescindir contrato para eu voltar pro Brasil. Também agradecer ao Flamengo, porque sempre esteve à disposição para que se resolva essa situação que eu estava vivendo lá, que foi muito ruim”, disse.

Acordo abriu caminho para Viña chegar ao Cruzeiro

Mesmo disposto a deixar a Argentina, Viña relatou que houve dificuldades para que River Plate-ARG e Flamengo chegassem a um entendimento. A situação só foi resolvida nos últimos dias da janela de transferências.

Flamengo e River Plate-ARG chegaram a um acordo para encerrar antecipadamente o empréstimo do lateral-esquerdo. A liberação permitiu que o Rubro-Negro acertasse um novo empréstimo, desta vez ao Cruzeiro.

“Mas o River não aceitava muitas coisas, não se colocava de acordo com o Flamengo. Aí não conseguia sair de lá. Tanto assim que se resolveu nos últimos dias de mercado. Eles, quando eu falo eles, não falo da instituição. Para mim o River é um grande clube, mas tem gente lá que trabalha dentro do clube, a gerência, que não está à altura do nível da instituição que está manejando lá”, afirmou.

O uruguaio ainda revelou que não era o único jogador que treinava separado do restante do elenco durante o período.

“Mas a gerência lá fez tudo o que aconteceu pra atrapalhar todo mundo. Não só eu. Eu falo só por mim, mas tinha 14 caras lá que estavam também treinando comigo sozinhos e numa situação difícil”, finalizou.

Quem paga o salário de Viña no Cruzeiro?

Sétimo reforço do Cruzeiro na janela de transferências, Viña chegou à Toca da Raposa em uma operação com uma condição financeira favorável ao clube celeste.

Conforme apuração da Central da Toca e Samuca TV, o Cruzeiro não será responsável pelo pagamento dos salários do lateral-esquerdo durante o período de empréstimo. A Raposa se beneficiou do acordo envolvendo Flamengo, dono dos direitos econômicos do jogador, e River Plate-ARG para obter essa condição na negociação.

O empréstimo também conta com uma opção de compra. Ao fim do contrato, o Cruzeiro poderá adquirir 100% dos direitos econômicos de Viña por US$ 4,5 milhões (cerca de R$ 23 milhões).

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Thaynara Amaral
Thaynara Amaral é repórter do Central da Toca. Jornalista formada pela UFMG, cobriu o Cruzeiro pelo ge.globo e também atuou no Superesportes, do jornal Estado de Minas. Desde 2023, passou a explorar novas áreas da comunicação. Natural de Araxá, saiu do interior movida pelo amor ao Cruzeiro — e foi por ele que escolheu o jornalismo.
Maic Costa
Maic Costa é repórter na Samuca TV e Central da Toca.
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