Emprestado pelo Cruzeiro até o fim do ano, o atacante Gabigol vive a indefinição do futuro na próxima temporada. Nesta segunda-feira (21), o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, revelou bastidores da negociação com o clube celeste e fez uma projeção sobre a sequência da carreira do camisa 9.
Durante a inauguração do Instituto Leão do Mar, que pertence ao Santos, Marcelo Teixeira afirmou que as eleições no Peixe podem influenciar o futuro de Gabigol e de outros atletas.
“No caso do Gabigol, temos um contrato em vigência, todos com vencimento em dezembro deste ano. Temos que fazer o início de todas as tratativas, independentemente do processo eleitoral, porque o Santos tem uma programação, tem um planejamento que não se encerra em três anos e deve permanecer de acordo com aquilo que está sendo previsto e programado”, iniciou Teixeira.
“O Gabriel faz parte deste plano. Muitos desses jogadores (com contratos curtos) fazem parte deste plano, mas tivemos o quê? Uma responsabilidade de colocar esses contratos até o fim deste ano não apenas pelo processo eleitoral, mas também pela própria condição desses profissionais, que entenderam que há um processo eleitoral e preferem aguardar esses resultados para tomarem suas decisões. É mais do que justo e lógico, temos que compreender essa situação”, completou.
Bastidores da negociação
Na sequência, o presidente do Santos revelou que, quando Gabigol foi emprestado pelo Cruzeiro, os clubes quase acertaram uma negociação em definitivo. O martelo só não foi batido pelo momento financeiro dos paulistas. Atualmente, os salários do camisa 9 são divididos entre a Raposa e o Peixe.
“Agora, a possibilidade de iniciar tratativas é uma obrigação nossa da gestão para que a gente consiga manter um bom grupo, ao menos jogadores que estejam hoje muito identificados. É o caso do Gabriel, por exemplo: o Cruzeiro paga parte dos salários, e o Santos complementa os vencimentos. É um contrato em que o valor hoje do Gabriel total é alto para os padrões do futebol brasileiro”, continuou.
“Naquela oportunidade que conversávamos com o Cruzeiro, havia a possibilidade até do Gabriel vir em definitivo. Ele só não veio em definitivo porque o orçamento do Santos não conseguiria absorver naquela oportunidade todo o valor que hoje tem como seu vencimento”
Marcelo Teixeira, sobre possibilidade de saída de Gabigol em definitivo
Na entrevista, apesar de reconhecer a dificuldade financeira do Santos, Marcelo Teixeira garantiu que fará esforços dentro de um limite orçamentário para que Gabigol fique em definitivo. As conversas com o Cruzeiro ganharão forças até o final do Campeonato Brasileiro.
“Mas o planejamento para o ano que vem, é nítido que o Gabriel vivia uma fase anterior em outros clubes, né? Dos últimos dois clubes já sabíamos, já prevíamos ao menos que ele, dentro de casa, com sua identificação com o Santos, com a torcida, com a sua história, poderia reviver os bons momentos. É o que está acontecendo com ele, é o que aconteceu com o Neymar. Temos outros exemplos claros onde os jogadores conseguiram se recuperarem aqui nos últimos anos”, disse.
“A tendência é o Santos fazer a sua parte, a diretoria fazer até um limite e aguardar, lógico, o processo eleitoral para que aí, sim, ao final dele, a gente tenha a possibilidade da continuidade desses contratos ou não. Não são todos que hoje fazem parte do grupo, mas ao menos traçar que é necessário um planejamento com a comissão técnica e o futebol junto ao elenco para fazer as devidas previsões”, concluiu Teixeira.
Gabigol pelo Santos
Em 2026, Gabigol é o principal artilheiro do Santos de forma isolada, com 21 gols. O camisa 9 também já contribuiu com dez assistências em um total de 42 partidas na temporada, sendo 36 atuações como titular.
Números pelo Cruzeiro
No ano passado, com a camisa do Cruzeiro, Gabigol disputou 49 jogos pelo Cruzeiro, com 13 gols e quatro assistências. O atacante foi titular em 23 partidas e chegou a demonstrar insatisfação com o fato de ser reserva durante a maior parte do tempo com o técnico português Leonardo Jardim.
Apesar dos bons números pelo Cruzeiro, Gabigol deixou a Toca da Raposa II por empréstimo com fortes críticas da torcida.
Um dos episódios cruciais para esse cenário foi o camisa 9 ter perdido um pênalti decisivo contra o Corinthians, na Neo Química Arena, em São Paulo, pela semifinal da Copa do Brasil.

