Pouco mais de um mês depois da eliminação do Cruzeiro na Copa Libertadores, Artur Jorge analisou os duelos com o Flamengo, pelas oitavas de final do torneio continental.
Nesta quarta-feira (30), em entrevista ao canal Charla Podcast, o técnico português afirmou que, do ponto de vista estratégico, teria feito mudanças no Maracanã, no Rio de Janeiro.
Ao ser perguntado sobre o tema, Artur Jorge destacou que, fora de casa, no jogo da volta, o Cruzeiro demorou a entrar no ritmo ideal da partida. Ainda assim, mesmo com as dificuldades táticas da equipe celeste, o Flamengo levou maior vantagem graças ao poder do seu elenco.
“Nós, Cruzeiro, e eu, como líder, não fomos capazes de ser superiores ao Flamengo na Libertadores. Ponto final. Perdemos para o Flamengo de 3 a 2 (placar agregado). Empatamos em casa de 1 a 1 e perdemos fora de 2 a 1. Há uma proximidade de resultado que, talvez, até em termos do que foi o jogo no Rio, fomos mais dominados no primeiro tempo, mas faz parte estrategicamente do que apresentamos em campo”, disse.
“Não estávamos jogando sozinhos, tínhamos, do outro lado, uma equipe com grande valência, com um elenco bem mais largo do que temos no Cruzeiro. No nosso segundo tempo em casa, o Flamengo colocou o Pedro e o Paquetá. São dois jogadores que estão na Seleção Brasileira. Isso é só para termos uma dimensão”, acrescentou Artur Jorge.
Embora tenha feito menção ao grupo do Flamengo, Artur Jorge não se eximiu de culpa e reforçou que o Cruzeiro tinha capacidade de ser mais produtivo. Essa análise, segundo ele, ficou comprovado com a vitória sobre o próprio rival dias depois, no reencontro pelo Campeonato Brasileiro.
“Mas isso não justifica o resultado. Podemos e somos capazes. Tanto é que, dez dias depois, vencemos em casa no campeonato (Série A). Sabíamos que seria um mês tremendo para o Cruzeiro, porque tinha a decisão da Libertadores, o jogo do campeonato com o Flamengo e, depois, a decisão contra o Atlético-MG. Tinha tudo para correr bem ou correr mal”, relembrou.
“Não conseguimos os resultados que queríamos nas copas, ficamos frustradíssimos com isso, muito tristes e percebemos a tristeza da torcida. Vencemos no Brasileiro, fomos continuando a fazer nosso campeonato de forma regular, mas faz parte, temos que encarar isso. Acabamos por não sermos capazes e melhores que o adversário”, argumentou.
Perguntado se faria algo diferente na eliminatória contra o Flamengo, Artur Jorge não sinalizou quais mudanças teria implementado. No entanto, reconheceu que o Cruzeiro teve atuação abaixo da média e foi amplamente dominado pelo time carioca.
“Eu teria feito alguma coisa diferente estrategicamente no jogo do Maracanã. Eu teria feito alguma coisa diferente. Tivemos dificuldades de entrar no jogo. Acabamos por ser mais dominados do que dominadores. Provavelmente, teria pensado em alguma coisa diferente mais próxima do que pudesse ser nós ou igualarmos o domínio do jogo”
Artur Jorge, sobre derrota do Cruzeiro no Maracanã, em 19 de agosto
E contra o Atlético-MG?
Já com relação à eliminação para o Atlético-MG, pelas quartas de final da Copa do Brasil, Artur Jorge disse que não faria nada diferente. O técnico do Cruzeiro citou a expulsão do zagueiro Lucas Villalba no segundo tempo como determinante para o resultado. Antes desse lance, o treinador estava satisfeito com o desempenho da equipe.
“No jogo do Atlético-MG, não. Há uma circunstância que por si só determina e faz toda a diferença. Estávamos vencendo o jogo, a 30 minutos de jogo, com um ambiente completamente adverso para nós. Tivemos uma personalidade tremenda nesse jogo, porque chegamos lá, impusemos, fomos capazes, fizemos o gol e, depois, essa condicionante trouxe o adversário para cima”, finalizou.

