Em tom de desabafo, Fabrício Bruno respondeu, na noite desse domingo (2), sobre o mau desempenho do Cruzeiro nas bolas aéreas ao longo da temporada. A declaração foi feita após o empate sem gols contra a Chapecoense, na Arena Condá, em Chapecó, pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil.
Diante da Chapecoense, o time celeste teve um gol de cabeça anulado, marcado pelo atacante Kaique Kenji no primeiro tempo, mas as equipes ficaram no 0 a 0. No lance, Fabrício Bruno tocou para Kenji de cabeça dentro da área adversária, mas o garoto estava impedido.
Após a partida, em Chapecó, na zona mista, o zagueiro do Cruzeiro afirmou que o fato de ainda não ter balançado as redes em 2026 tem afetado a sua confiança dentro de campo.
“É uma coisa que me incomoda, porque falando a nível pessoal, eleva a confiança. Já estamos entrando no oitavo mês e nenhum gol no ano. Isso diz muito sobre a nossa bola parada. É uma coisa que nós cobramos muito, o Mister nos cobra muito essa agressividade”, disse.
“Pessoalmente, me incomoda muito não ter feito um gol este ano ainda. É uma coisa que me cobro arduamente e diariamente para conseguir. No ano passado, acabei decidindo jogos nesse momento, contra o Fluminense, contra o Grêmio”, completou Fabrício Bruno.
Na sequência, ainda sobre o assunto, o “xerife” garantiu que, sob o comando de Artur Jorge, o Cruzeiro cresceu de desempenho nas bolas aéreas. No entanto, esse fundamento tem sido trabalhado pela comissão técnica na Toca da Raposa II, em Belo Horizonte.
“A gente vem tendo um aproveitamento um pouco melhor. Antes, eu nem encostava na bola. Hoje, já consigo encostar. O Kenji teve uma oportunidade que, por detalhe, estava impedido. A gente vem trabalhando para aperfeiçoar defensiva e ofensivamente”.
Fabrício Bruno, sobre evolução no fundamento com Artur Jorge
“Perdemos em casa para o Botafogo com um gol de cabeça. Isso dói, porque, no ano passado, foi uma arma muito boa. A gente não sofria e acabava sendo letal nessas bolas. Mas tudo é trabalho, as coisas vão acontecer. Elas já vêm acontecendo para que a gente tenha, no segundo semestre, grandes decisões”, citou o zagueiro.
Decisão em BH
Com o empate, o cenário ficou totalmente aberto para o jogo da volta, no Mineirão, em Belo Horizonte. O compromisso será na quarta (5), às 19h (de Brasília). Em caso de novo empate, a definição da vaga irá para os pênaltis.
Vale destacar que a classificação às quartas de final da Copa do Brasil renderá R$ 4 milhões aos cofres dos oito times garantidos na próxima fase.


