Treinador do Cruzeiro, Artur Jorge explicou a revolta demonstrada após a falta marcada para o Flamengo que originou o empate da equipe carioca no duelo dessa quarta-feira (12), no Mineirão, em partida válida pela ida das oitavas de final da Copa Libertadores. Os gols do 1 a 1 foram marcados por Keny Arroyo, para a Raposa, e Lucas Paquetá, do lado rubro-negro.
“Em relação ao lance, de fato protestei porque eu estava na linha do lance que se dá a falta, que origina depois o gol do Flamengo, e eu e o fiscal de linha (bandeirinha) não vimos falta, porque ele ao meu lado disse ‘nada, nada, nada’. Eu e ele não vimos falta”, começou o treinador da Raposa.
E prosseguiu:
“Já vi as imagens que não são claras, não sei se há outra imagem que possa tirar dúvidas disso, mas faz diferença porque é um lance que depois resulta no gol do adversário, e é diferente num jogo de mata-mata ter uma vantagem de 1 a 0 ou ir com o resultado de um gol”, continuou Artur Jorge.
O treinador reforçou que seus protestos foram pelo fato dele e do bandeira não terem visto a falta e afirmou que o auxiliar ficou “surpreso como ele” quando a infração foi assinalada. E ainda acrescentou que a jogada pareceu um “teatro” protagonizado pelo atacante Pedro.
“Tem que ser muito claro para perceber se é, se não é. Eu não quero estar aqui a dar completa certeza porque as imagens às vezes mostram-nos um lado que nós não conseguimos ver no campo, mas pareceu apenas e só teatro do jogador do Flamengo”, afirmou o português.
E concluiu:
“A verdade é que é um lance que depois resulta num golo, num empate, e num jogo mata-mata tudo isto faz diferença porque são os pequenos detalhes que às vezes decidem quem passa e quem fica”, finalizou.


