O Cruzeiro divulgou, na tarde desta quarta-feira (2), os bastidores da conquista da Copa Libertadores Feminina. Divulgado na TV oficial do clube, no Youtube, o vídeo mostra momentos no vestiário das Cabulosas, a comemoração do título e a recepção dos torcedores em Belo Horizonte.
Em uma partida emocionante, o Cruzeiro se recuperou de um 3 a 0 sofrido no primeiro tempo e conseguiu empatar o jogo, por 4 a 4, levando a decisão para os pênaltis. Com duas cobranças perdidas para cada lado, a vitória celeste veio nas batidas alternadas, com a defesa da goleira Camila Rodrigues.
A preleção contou com a participação de atletas que ficaram no Brasil. Lesionadas, a goleira Claudia, a lateral Laura Felipe, as zagueiras Paloma e Tainara, a meio-campista Gaby Soares e as atacantes Ravenna e Millene Fernandes não foram inscritas para a competição, mas foram importantes na temporada e participaram do momento por chamada de vídeo.
Antes do apito inicial, a atacante Byanca Brasil fez discurso motivacional para as companheiras. Liderança do time estrelado, a camisa 10 reforçou a importância de acreditar na vitória até o fim do duelo, comportamento que foi fundamental para o título conquistado.
“Acho que nesses momentos a gente não precisa de motivação, afinal já é uma motivação muito grande. Ontem, na reunião com a Isa, ela pediu para guardarmos uma palavra na nossa memória. A palavra que veio na minha cabeça, e é o meu pedido para cada uma de vocês, é acreditar”, começou.
“90 minutos a gente vai acreditar, até o apito final. Seja a gente ganhando o jogo, a gente vai continuar acreditando porque não podemos dar mole para esse time (Corinthians). Se a gente tiver perdendo, a gente vai virar o jogo porque a gente acredita os 90 minutos”
Byanca Brasil, antes da final contra o Corinthians
Ajuste no intervalo
Com a desvantagem de três gols no marcador após a etapa inicial, o técnico Jonas Urias cobrou a correção dos erros cometidos no primeiro tempo, ressaltando a necessidade de cumprir os movimentos táticos alinhados previamente.
“Não é à toa que elas criaram tanto. A gente fez muita coisa mal feita que estava combinado, acertado, que estava proposto (…) Vai, ofensivo aí. Não fica pedida, corre, chega em cima da linha, faz a curva”, disse.
As Cabulosas seguiram acreditando e conseguiram empatar a partida, conquistando o título inédito nos pênaltis.
Comemoração no vestiário
Protagonistas de uma partida histórica, as atletas do Cruzeiro festejaram no vestiário, com música, cerveja e muita alegria. Durante a comemoração, atletas e outros membros da delegação se emocionaram em seus relatos após a conquista.
“(O Cruzeiro) conquistou o que conquistou, que é a Libertadores, porque a gente sempre esteve juntas. Sempre juntas. E eu acho que o que caracteriza esse grupo é isso: estamos sempre juntas e queremos mais”, relatou Gaby Rodríguez.
A meio-campista Mari Andrade comentou sobre o cenário desafiador que teve que ser superado para erguer o troféu. Segundo ela, o roteiro adverso tornou a experiência ainda melhor.
“As adversidades tornam as coisas muito mais incríveis, e eu falei para cada um aqui: tinha que ser assim. O porquê eu não sei, mas é mais legal de contar, é mais legal de viver”, disse.
Festa das campeãs da América
O vídeo também contou com imagens da recepção e do desflile das Cabulosas com a torcida cruzeirense na segunda-feira (2). A festa começou no aeroporto, onde a delegação foi recebida com música, sinalizadores e muito carinho da Nação Azul.
Em seguida, as Cabulosas foram para a Toca da Raposa I, de onde saíram em uma Carreta Furacão personalizada rumo ao Barro Preto. Acompanhadas por uma multidão de torcedores, a equipe celeste foi homenageada durante todo o trajeto e também em evento organizado no ginásio do clube.
“O que a Nação Azul fez hoje foi gravar o nome do Cruzeiro na vida de todo mundo que presenciou isso daqui. A Nação Azul gravou a marca e a identidade dela na história do futebol feminino brasileiro. Essa recepção e essa festa aqui são inéditas e incríveis. O Cruzeiro merece e a Nação Azul merece”, afirmou o técnico Jonas Urias.
Campeãs no Equador, longe dos torcedores e torcedoras pela logística, a recepção organizada pelo clube e pela Nação Azul foi uma oportunidade de valorizar e comemorar com o elenco o feito hiistórico.


