Cada vez mais contestado pela torcida, Tite abriu o jogo sobre a pressão no comando do Cruzeiro. Nessa quarta-feira (25), o técnico voltou a ouvir gritos de “adeus” nas arquibancadas após o empate contra o Corinthians, no Mineirão, em Belo Horizonte, pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Na coletiva pós-jogo, Tite admitiu a falta de resultados e reconheceu que o apoio da torcida do Cruzeiro só virá quando o time emplacar na temporada.
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Para se manter no cargo, o treinador do Cruzeiro destacou o empenho da comissão técnica na conquista do Campeonato Mineiro. Como Tite sinalizou, esse é o principal objetivo nos primeiros meses, em meio ao péssimo começo da equipe no Campeonato Brasileiro.
“O torcedor vai trazer esse carinho e vai buscar na medida do desempenho e dos resultados dentro do campo. Eu preciso, enquanto profissional, externar essas situações e deixar claro, respeitar. É o resultado e o desempenho do campo. É chegarmos à final e conquistarmos o título. Essa é a nossa próxima etapa, esse é o próximo objetivo”
Tite, treinador do Cruzeiro
“A partir daí, a gente começa, passo a passo, a construir uma recuperação dentro do campeonato (Série A). Eu tenho o discernimento do trabalho e, talvez, a persistência ao longo da vida de saber que as coisas se revertem com trabalho e desempenho dentro do campo”, completou Tite.
‘Desafio’ na semifinal do Mineiro
Perguntado sobre como o empate diante do Corinthians pode ser prejudicial para a confiança dos atletas, Tite afirmou que o elenco do Cruzeiro passará por um “desafio” de maturidade.
No sábado (28), às 18h30 (de Brasília), o time celeste só precisa empatar com o Pouso Alegre, em BH, para garantir a vaga na final do Estadual.
“É um desafio de maturidade de uma equipe que tem que saber respeitar, por exemplo, a manifestação do torcedor, e saber que estamos numa semifinal, com vantagem, e que podemos ali na frente estar decidindo um título importante. Temos consciência de toda essa trajetória também”
Tite, sobre recuperar a confiança dos atletas
Falta de efetividade do Cruzeiro
Durante a entrevista, para tornar o Cruzeiro mais confiável, Tite ressaltou que os jogadores têm que ser mais efetivos. Ao longo dos 13 jogos sob o comando do gaúcho, o cenário de chances desperdiçadas e gols sofridos no segundo tempo tem se repetido frequentemente.
“Em termos de equipe, temos que trabalhar nessas duas fases (defensiva e ofensiva). Tivemos a jogada ensaiada, ficou limpa, clara dentro da área. A gente não pode, enquanto eu como responsável, dizer que foi por causa da fase ofensiva, não. Ela está criando e vai se tornar efetiva. ‘Ah, é da fase defensiva’. Não. O trabalho de equipe precisa ser melhorado, ritmado, ser mais efetivo na frente, dar menos oportunidades atrás”, afirmou.
“É o trabalho que vai proporcionar isso. Mais do que falar, é o trabalho dentro do campo para que as coisas possam melhorar, principalmente no Brasileiro”, finalizou.
Balançando no cargo
O resultado aumentou a pressão da torcida em relação ao trabalho de Tite. Um detalhe que simboliza a falta de confiança da torcida é o baixo público nessa quarta (25): pouco mais de 20 mil cruzeirenses estiveram no Mineirão, um índice bem aquém da média de 2025.
Desde que Tite assumiu o Cruzeiro, foram 13 jogos, com seis vitórias, cinco derrotas e dois empates, um aproveitamento de 51,28%.

