O Cruzeiro tem convivido com um problema recorrente na temporada: a bola aérea defensiva. Na derrota por 3 a 1 para o Vasco, nesse sábado (29), em São Januário, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, o time celeste voltou a sofrer dois gols em jogadas com bolas alçadas à área.
Questionado sobre o problema após a partida, Artur Jorge fez questão de defender os zagueiros Jonathan Jesus e João Marcelo, titulares no confronto. Na avaliação do treinador, a dupla esteve entre os destaques do Cruzeiro e não deve ser responsabilizada pelas dificuldades apresentadas nesse tipo de jogada.
“A bola aérea é um momento do jogo em que, uma bola corrida, como no terceiro gol, é um cruzamento para a área, e eu acho que os nossos centrais foram os melhores jogadores em campo da nossa equipe, foram os dois zagueiros. Acabaram sofrendo um gol na zona deles, no terceiro gol”, iniciou.
“Acho que não é justo, sobretudo para eles, estarmos a apontar ou a falar sobre aquilo que é esse momento específico do jogo”, completou.
Como solucionar?
Ao todo, o Cruzeiro sofreu 53 gols em 2026. De acordo com levantamento do Central da Toca, 16 deles tiveram origem em bolas alçadas à área. O número representa 30,1% dos gols sofridos pela equipe na temporada.
Apesar da recorrência do problema, Artur Jorge não detalhou quais mudanças pretende fazer para reduzir a vulnerabilidade da equipe nesse tipo de jogada. O treinador afirmou que já abordou o assunto em entrevistas coletivas anteriores e apontou o trabalho como a ‘solução’ para corrigir as falhas identificadas pela comissão técnica.
“Sobre a bola aérea é o que falei em coletivas anteriores, já disse o que tinha a falar. Nesta altura, só nos resta trabalhar, corrigir e melhorar, sobretudo, para que aquilo que nós conseguimos perceber, que é o que deve ser alterado para melhor que possamos fazer. E, portanto, é em cima do trabalho que isso deve acontecer”, disse.


