O goleiro Matheus Cunha, titular do Cruzeiro na vitória sobre o Barcelona-EQU, por 1 a 0, na noite desta terça-feira (7), em Guayaquil, em partida válida pela primeira rodada do Grupo D da competição, respondeu sobre o episódio que causou o afastamento do volante Walace na Raposa.
“Isso já está com a diretoria, que vai tomar a decisão. Eu tenho meu princípio, meu caráter, eu sou uma pessoa honesta. Continuo trabalhando da mesma forma, independentemente do que vem de externo para dentro. Meu trabalho responde”, afirmou o goleiro cruzeirense em entrevista à ESPN.
Walace, que já possuía histórico de indisciplina no clube celeste, enviou uma mensagem zombando do goleiro — muito criticado após a goleada sofrida para o São Paulo, por 4 a 1, em partida válida pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro — em um grupo de WhatsApp com participação de jogadores e membros da direção da Raposa.
A situação fez com que o camisa 5 fosse retirado da delegação que viajou ao Equador para a estreia na Libertadores. O volante não deve mais vestir a camisa do Cruzeiro.
Ato de indisciplina de Walace
Na ‘Live do SV’ da segunda-feira (5), Samuel Venâncio detalhou o episódio de ‘desacato à norma de conduta’ que causou o afastamento de Walace.
De acordo com Samuel, o volante foi retirado do grupo por desrespeitar um colega por meio de um conteúdo enviado em um grupo da delegação. Provavelmente enviada acidentalmente, a mensagem criticava diretamente um membro do elenco, contou o jornalista.
“Esse episódio aconteceu ontem. O Walace, enviou — no grupo que tem jogadores e algum membro do departamento de futebol — uma mensagem com críticas a um companheiro de clube. Acho que apagou depois, mas obviamente muita gente viu e esse foi o motivo que foi levado à diretoria e a diretoria resolveu pelo afastamento”, relatou.
Reincidência de Walace
Além disso, Samuel informou que não foi o primeiro ato de indisciplina do atleta, o que agrava a situação do jogador. Considerando esse contexto, o repórter informou que o volante “dificilmente vai voltar a jogar com a camisa do Cruzeiro”.
“Num grupo com os companheiros, você desrespeitar um colega de time, eu acho que isso aí é uma atitude, até dependendo do tom que foi a mensagem, isso é uma postura que não pode. Você quebra uma confiança absurda num colega de profissão que está ali no seu dia a dia. Se você faz isso com o colega de time quando todo mundo está tentando sair dali (da má fase), isso aí é uma atitude deplorável”, complementou Samuel.

