Após ter se destacado com a camisa do Racing, Gabriel Rojas esteve perto de defender a Seleção Argentina na Copa do Mundo. O reforço do Cruzeiro figurou na pré-lista do técnico Lionel Scaloni, mas ficou de fora da relação final para o torneio, realizado nos EUA, Canadá e México desde o dia 11 de junho.
Apresentado pelo Cruzeiro nessa terça (30), o lateral-esquerdo, de 28 anos, destacou que a decisão de reforçar a Raposa também se relacionou com um possível encurtamento quanto ao retorno à Seleção Argentina.
No dia 27 de março deste ano, Rojas estreou pela Argentina na vitória sobre a Mauritânia, por 2 a 1, em amistoso na Bombonera, em Buenos Aires. Com a camisa 3 da Albiceleste, o lateral-esquerdo foi acionado aos 24’ da etapa final, enquanto o campeão mundial Marcos Acuña deixou o gramado.
Sobre esse assunto, Gabriel ressaltou a qualidade do Campeonato Brasileiro e a possibilidade de ser mais visto em sua passagem por Belo Horizonte.
“Claro. Tomar a decisão de ter vindo ao Cruzeiro foi importante e foi baseada em competir em uma liga melhor e que me deixa mais próximo da Seleção Argentina, não só para a Copa do Mundo, mas também para as rodadas das Eliminatórias. É uma liga muito competitiva, é um clube muito grande. Se eu fizer um bom trabalho aqui, talvez eu possa ter chances de voltar
Rojas destacou grandeza do Cruzeiro e projetou retorno à seleção
Embora deposite esperanças de defender a Argentina mais vezes na carreira, Rojas disse não lamentar a ausência na convocação para a Copa do Mundo. O jogador espera ser chamado por Scaloni no próximo ciclo das Eliminatórias, especialmente.
“Não, frustração, não. Eu sempre tenho a vontade de defender o meu país, mas é o que eu digo: tenho que seguir trabalhando, melhorando. Hoje, eu torço como mais um argentino. Estar aqui, competir e ter um bom rendimento, talvez eu fique mais perto (de ser convocado) na Data Fifa daqui um tempo”, acrescentou o lateral do Cruzeiro.
Adaptação ao futebol brasileiro
Durante a entrevista, Rojas também comentou sobre as diferenças entre os calendários argentino e brasileiro. O reforço do Cruzeiro reconheceu que, no Brasil, se joga mais.
Diante desse cenário, o lateral-esquerdo tentará se preparar para ficar à disposição do português Artur Jorge no decorrer de toda a temporada.
“Sei que o calendário aqui no Brasil é mais apertado, que tem uma maior quantidade de jogos. Tenho que me preparar para isso e para estar à disposição na grande maioria dos jogos”, garantiu.
Em processo de adaptação ao Cruzeiro e ao estilo de jogo do novo treinador, Rojas fez menção à intensidade dos treinos de Artur Jorge.
“Nos primeiros dias, já no período de adaptação, já começamos a trabalhar de forma muito exigente, muito trabalho com a bola, compreendendo e entendendo a ideia que ele me pede”, finalizou.
Inspiração em Sorín
Quando se trata de lateral argentino no Cruzeiro, é praticamente impossível não se recordar de Juan Pablo Sorín. Fã declarado do ídolo celeste, Rojas espera repetir um pouco do sucesso de Sorín na capital mineira, além do brilho pela sua respectiva seleção.
“Não falei com o Sorín, mas sei tudo o que ele conquistou pelo clube e com essa camisa. Eu disse que ele foi um dos laterais que mais gosto, o vi jogar. Quero poder fazer um pouquinho do que ele fez com essa camisa”
Rojas, reforço do Cruzeiro, sobre história de Sorín com a camisa celeste
“O futebol é muito importante para mim. Mudou muitíssimo o que aprendi desde pequeno e, hoje, é o que ajuda a minha família. Então, é a minha vida. Me dedico a isso 100% e amo o esporte, o trabalho que tenho”, concluiu Rojas.

