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Luiza Parreiras revela ações do Cruzeiro contra a alta de lesões de LCA do feminino

Dirigente falou sobre o índice de lesões graves no joelho sofridas por jogadoras do elenco; entrevista aconteceu neste sábado (18), na Toca I

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Gerente do futebol feminino do Cruzeiro, a dirigente Luiza Parreiras revelou as ações tomadas nos bastidores do clube diante do alto índice de lesões graves de Ligamento Cruzado Anterior (LCA) entre as jogadoras. A declaração foi feita neste sábado (18), durante o treino aberto à imprensa na Toca da Raposa I.

+ Leia mais: Com novidades, Cruzeiro faz treino aberto na Toca I antes de decisão pela Copa do Brasil Feminina

Logo após a cobertura das atividades comandadas pelo técnico Jonas Urias, a executiva reconheceu o número elevado de lesões sofridas pelas atletas do Cruzeiro, mas admitiu a falta de ‘padrão’ na busca para descobrir a causa do problema dentre os protocolos adotados pelo clube.

Nesta instância da temporada, a equipe segue recheada de desfalques para a continuidade da temporada. Estão fora seis jogadoras: a lateral Laura Felipe, as zagueiras Tainara e Paloma Maciel, a meia Gaby Soares e as atacantes Millene e Ravenna.

Recém-contratada, a atacante Radija também se recupera de uma lesão de LCA, porém o problema aconteceu em 2025, quando ainda vestia a camisa do América-MG. A nova ponta do Cruzeiro está em fase de transição e vive a expectativa de voltar a treinar com o grupo.

“O primeiro de tudo era realmente entender, tentar descobrir as causas. Como eu falei anteriormente, todo clube lida com as lesões de LCA no futebol feminino, mas não no número elevado como foi. A partir desse momento, a gente chega na conclusão que não foi azar, precisávamos falar sobre isso, identificar o problema, definir algumas estratégias de ações, e é o que foi feito”, iniciou.

“A partir do momento que a gente começou a analisar os dados, com a estrutura que a gente tem de equipamento, de relatórios, de monitoramento, possíveis causas. Discutimos com pessoas de fora do clube, com especialistas, médicos, fisioterapeutas. A questão é que não existiu um padrão efetivo, nem momento de período menstrual que essas atletas lesionaram, momento da temporada, controle de percentual de gordura. Atacamos várias linhas para tentar identificar esse padrão e não conseguimos”

Luiza Parreiras sobre lesões de LCA no Cruzeiro Feminino

O que mudou no DM do Cruzeiro?

Apesar da busca falha por uma solução definitiva quanto às constantes lesões sofridas pelas atletas, a dirigente destacou que mudanças estão acontecendo nos padrões dos protolocos adotados pelo Cruzeiro anteriormente.

Segundo Luiza, a exigência física do futebol feminino evoluiu e o clube precisou aprimorar o trabalho de monitoramente diário das jogadoras para evitar novos problemas futuramente.

“O que a gente conseguiu foi chegar a conclusão de protocolos que já era muitos bons, padronizados aqui no Cruzeiro desde anos anteriores. Mas identificar que a gente precisava aprimorar esses protocolos, pois a cada ano aumenta a exigênca física do futebol feminino. A gente passou para a questão do ciclo menstrual, algo mais extratificado. Os sintomas dessas atletas, a qualidade do sono, monitoramento de saúde mental, as práticas de recovery [recuperação]. São várias linhas que a própria literatura já traz, os protolocos já trazem, a FIFA já tem esse protocolo atualizado anualmente. A gente conseguir trazer o máximo para a realidade do futebol feminino e implementar”, concluiu.

Olho no Fluminense

De olho na decisão contra o Fluminense, pelas oitavas de final da Copa do Brasil Feminina, o Cruzeiro já pode contar com um reforço importante. As equipes medem forças na terça-feira (21), às 16h30 (de Brasília), no Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro.

Em campo, as Cabulosas já contam com um dos reforços anunciados na última semana: a zagueira Yenifer Gimenez, contratada junto ao Servette, da Suíça, e figurinha carimbada na Seleção Venezuelana.

Outras caras novas também pode surgir, caso de três atletas do sub-17, que treinaram com o grupo neste sábado. Promovendo um período de integração com o profissional, Melissa, Ana Flávia e Keke fizeram participaram das atividades na Toca da Raposa I.

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Samuel Chaves
Samuel Chaves é repórter do Central da Toca. Já integrou a equipe de esportes da Record TV e foi representante do Cruzeiro no programa Placar Eletrônico, da Rádio 98FM de Teófilo Otoni. Também atuou como setorista do clube celeste pelo Esporte News Mundo.
Thaynara Amaral
Thaynara Amaral é repórter do Central da Toca. Jornalista formada pela UFMG, cobriu o Cruzeiro pelo ge.globo e também atuou no Superesportes, do jornal Estado de Minas. Desde 2023, passou a explorar novas áreas da comunicação. Natural de Araxá, saiu do interior movida pelo amor ao Cruzeiro — e foi por ele que escolheu o jornalismo.
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