Rogério Ceni rasgou elogios ao Cruzeiro após a derrota do Bahia no Mineirão, em Belo Horizonte, nessa quinta-feira (5). Em entrevista exclusiva à Samuca TV, o técnico avaliou o resultado negativo no Campeonato Brasileiro, citou o meia Gerson e destacou o trio de ataque celeste.
Inicialmente, Rogério Ceni comentou que tem a preferência por um futebol com mais gols, mas lamentou o revés por 3 a 2 para o Cruzeiro. O treinador disse que o Bahia começou bem a partida, mas, ao abrir o placar com o atacante Kike Olivera, recuou a equipe e chamou o Cruzeiro para o seu campo.
“O jogo foi bem disputado. Nos 30 primeiros minutos, o Bahia esteve muito bem no jogo. Depois do gol, a gente retraiu um pouco e deixou o Cruzeiro crescer na partida”, afirmou.
Antes mesmo do intervalo, o Cruzeiro empatou o duelo com o atacante Kaio Jorge. Já na etapa final, o camisa 19 desperdiçou um pênalti, mas balançou as redes novamente. Os também atacantes Bruno Rodrigues, do Cruzeiro, e Alejo Véliz, do Bahia, deram números finais ao confronto.
À Samuca TV, Ceni ressaltou os pontos fortes do Cruzeiro e lamentou o fato de a sua estratégia não ter dado resultado. Com o time em busca do resultado, o Bahia foi contragolpeado e, com eficiência, a Raposa sacramentou a vitória.
“O Cruzeiro é uma equipe que tem muito ataque ao espaço, é muito bom no um contra um. Quando nos descuidamos um pouquinho, acabaram fazendo o segundo gol e, aí, condicionou muito o jogo. Tentamos com os dois pontas colocar mais velocidade. Infelizmente, em um outro contra-ataque, acabamos sofrendo o terceiro gol”
Rogério Ceni, em exclusiva à Samuca TV
“Tentamos buscar o jogo. Uma pena. Mas foi um jogo relativamente equilibrado, com o Cruzeiro um pouco melhor na partida. No começo, dentro do que a gente propôs para o jogo, com o Everton (Ribeiro) tentando fazer esse quarto homem de meio, fomos bem. Depois, caímos um pouco de produção”, relembrou.
Mais elogios ao Cruzeiro
Ainda antes de deixar o Mineirão, Rogério fez questão de ressaltar a importância de Gerson na construção das jogadas do Cruzeiro. Diante do Bahia, o técnico Artur Jorge não contou com o meia Matheus Pereira, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.
“Hoje, o trio ofensivo é muito rápido, né? O Gerson fez um pouco mais a função do Matheus (Pereira), que estava fora. É um time que tem muita qualidade, muita velocidade, muita transição. Difícil de marcar, difícil de enfrentar. Um time maduro”, garantiu.
“A defesa, mesmo com a saída do Fabrício Bruno logo no começo, com o Viña jogando de zagueiro, imaginei isso quando vi a escalação do banco, que não tinha um jogador de origem. Foram dois bons jogos contra o Cruzeiro. Uma pena, neste ano, o Cruzeiro ter saído vencedor das duas partidas”, completou.
Reencontro com o Cruzeiro
Sete anos depois de ter comandado o Cruzeiro, Ceni avaliou mais um reencontro com o clube no Gigante da Pampulha.
Em 2019, o treinador participou da campanha do rebaixamento à Série B, mas disputou apenas oito jogos. Houve dificuldades na gestão com o elenco e também divergências com a diretoria.
Na entrevista à Samuca TV, Ceni reforçou que os então gestores do Cruzeiro não tinham o nível adequado para a função.
“Tenho um respeito muito grande pelo clube. Lamento muito a queda do clube em 2019. Trabalhei sempre, fiz o meu melhor, com respeito a cada instituição que eu trabalho. Estou no Bahia há três anos, em um lugar fantástico de se trabalhar, com gente do melhor nível. Talvez, foi o que faltou naquela época para a direção do Cruzeiro: gente de bom nível”, concluiu.


