Capitão do Cruzeiro, o volante Lucas Silva pode igualar, no domingo (8), uma marca expressiva pelo clube: ser tetracampeão mineiro. Provável titular diante do Atlético-MG, o experiente meio-campista já venceu as edições de 2014, 2018 e 2019 e, agora, espera levantar mais uma taça no Mineirão, em Belo Horizonte.
Com os três títulos estaduais já erguidos, Lucas Silva pode deixar o ex-atacante Roberto Gaúcho (1994, 1996 e 1997) para trás. Segundo levantamento feito pelo Central da Toca, o camisa 16 “mira” o feito de outros ídolos do Cruzeiro nas décadas de 1970, 1980 e 1990, respectivamente.
São os casos, por exemplo, dos ex-laterais Nelinho e Nonato, dos ex-volantes Douglas e Ricardinho, do ex-goleiro Dida e dos ex-atacantes Marcelo Ramos e Evaldo.
Atualmente, com o posto de tricampeão pelo Cruzeiro, Lucas Silva já figura no hall de ídolos do clube e divide essa marca com outro grande personagem da história celeste. Vitorioso na década de 1990, o ex-atacante Roberto Gaúcho também subiu ao pódio três vezes pela Raposa: em 1994, 1996 e 1997.
Peças fundamentais na “era de ouro” do Cruzeiro, o ex-goleiro Raul Plassmann, o ex-volante Zé Carlos e o ex-zagueiro/volante Wilson Piazza são os recordistas de títulos estaduais pelo clube. Os três são decacampeões mineiros com a camisa estrelada, com a medalha de ouro conquistada nas seguintes edições: 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1977.
Considerado por muitos torcedores o maior ídolo da história do Cruzeiro, o ex-meia Dirceu Lopes conquistou nove edições do Mineiro. “O Príncipe” foi companheiro de Raul, Zé Carlos e Piazza em todos os títulos até 1975. Na edição de 1977, ele já defendia o Fluminense.
Outros multicampeões
Octacampeão, o ex-atacante Niginho se transformou em uma lenda da história do Cruzeiro ao construir enorme identificação e ser protagonista em títulos estaduais. Ele foi campeão em 1928, 1929, 1930, 1940, 1941, 1943, 1944 e 1945.
Naquele time de Dirceu Lopes, o então lateral-direito Pedro Paulo foi um nome que também marcou época no Cruzeiro. O defensor foi oito vezes campeão mineiro, quase de forma consecutiva. O atleta subiu ao pódio em 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973 e 1974.
Com sete títulos, o ex-atacante Palhinha foi campeão mineiro pelo Cruzeiro nas edições de 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1984. Da mesma forma, em um recorte mais recente, o goleiro Fábio marcou época com os troféus em 2006, 2008, 2009, 2011, 2014, 2018 e 2019.
Fundamental na conquista da Taça Brasil de 1966, o ex-atacante Hilton Oliveira venceu sete títulos do Campeonato Mineiro: 1959, 1960, 1965, 1966, 1967, 1968 e 1969.
Contemporâneos de Fábio, o goleiro Rafael e o ex-volante Henrique foram hexacampeões estaduais pelo Cruzeiro. No comparativo com o atual arqueiro do Fluminense, a dupla só não venceu a competição de Minas Gerais em 2006.
Hexacampeão como jogador, o ex-zagueiro Procópio Cardozo foi campeão mineiro pelo Cruzeiro em 1959, 1960, 1961, 1967, 1968 e 1973.
Um dos maiores ídolos da história do Cruzeiro, Tostão, campeão mundial em 1970 com a Seleção Brasileira, foi pentacampeão mineiro pelo clube. Mesmo com a aposentadoria precoce, o ex-meia-atacante foi parte da história vitoriosa nas conquistas em 1965, 1966, 1967, 1968 e em 1969.
Peça importante nos mesmos elencos em Tostão brilhava, o ex-atacante Natal também foi cinco vezes campeão mineiro pelo Cruzeiro, em 1965, 1966, 1967, 1968 e 1969. Esse grupo histórico também consagrou o lateral-esquerdo Neco, um dos mais importantes da história do clube.
Apelidado carinhosamente de “O Bailarino da Toca”, Joãozinho foi pentacampeão mineiro pelo Cruzeiro com a sua irreverência e pela habilidade dentro das quatro linhas. O ex-atacante ergueu a taça nos anos de 1973, 1974, 1975, 1977 e 1984.
Os jogadores com mais títulos do Mineiro pelo Cruzeiro
- Wilson Piazza: 10 títulos (1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1977)
- Zé Carlos: 10 títulos (1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1977)
- Raul Plassmann: 10 títulos (1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1977)
- Dirceu Lopes: 9 títulos (1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974 e 1975)
- Pedro Paulo: 8 títulos (1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973 e 1974)
- Niginho: 8 títulos (1928, 1929, 1930, 1940, 1941, 1943, 1944, 1945)
- Palhinha: 7 títulos (1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1984)
- Hilton Oliveira: 7 títulos (1959, 1960, 1965, 1966, 1967, 1968, 1969)
- Fábio: 7 títulos (2006, 2008, 2009, 2011, 2014, 2018 e 2019)
- Procópio Cardozo (jogador): 6 títulos (1959, 1960, 1961, 1967, 1968 e 1973)
- Henrique: 6 títulos (2008, 2009, 2011, 2014, 2018 e 2019)
- Rafael: 6 títulos (2008, 2009, 2011, 2014, 2018 e 2019)
- Tostão: 5 títulos (1965, 1966, 1967,1968 e 1969)
- Natal: 5 títulos (1965, 1966, 1967, 1968, 1969)
- Neco: 5 títulos (1965, 1966, 1967, 1968 e 1969)
- Joãozinho: 5 títulos (1973, 1974, 1975, 1977 e 1984)
- Nelinho: 4 títulos (1973, 1974, 1975 e 1977)
- Evaldo: 4 títulos (1966, 1967, 1968 e 1969)
- Douglas Menezes: 4 títulos (1984, 1987, 1992 e 1994)
- Nonato: 4 títulos (1992, 1994, 1996 e 1997)
- Ricardinho: 4 títulos (1994, 1996, 1997 e 1998)
- Marcelo Ramos: 4 títulos (1996, 1997, 1998 e 2003)
- Dida: 4 títulos (1994, 1996, 1997 e 1998)
- Lucas Silva: 3 títulos (2014, 2018 e 2019)
- Roberto Gaúcho: 3 títulos (1994, 1996 e 1997)

