Kauã Moraes vive uma situação incômoda no segundo semestre com a camisa do Cruzeiro. Fora dos últimos 16 jogos – por todas as competições -, o lateral-direito foi relacionado na derrota para o Bragantino, em Bragança Paulista, nessa segunda-feira (12), pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. O defensor, porém, não saiu do banco de reservas.
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“Escanteado” no Cruzeiro, o camisa 2 não entra em campo há quase três meses. A última atuação de Kauã Moraes foi no dia 26 de julho, na derrota para o Botafogo, no Mineirão, em Belo Horizonte, pela 20ª rodada do Brasileirão. Na ocasião, o lateral atuou por cerca de 13 minutos.
Desde então, Kauã foi relacionado 11 vezes e ficou fora da lista de Artur Jorge em outras cinco oportunidades. Depois de ter começado bem a “era” do técnico português, com dois gols em atuações como lateral-esquerdo, Moraes perdeu espaço com o comandante celeste.
Diante do Bragantino, no intervalo, Artur Jorge tirou o lateral-direito William, capitão do time, e acionou o zagueiro Fabrício Bruno. Com a desvantagem de 3 a 1 no primeiro tempo, o Cruzeiro passou a ter três zagueiros, enquanto Kauã Moraes, única opção para a lateral no banco, não entrou.
Vale destacar que Fagner, outra opção para o Cruzeiro na lateral direita, não foi relacionado por opção técnica. O camisa 23, inclusive, é o segundo jogador com mais assistências no ano: foram seis. Ele só perde para o meia Matheus Pereira, com nove passes para gols.
Por que não entrou contra o Bragantino?
Na coletiva pós-jogo, Artur Jorge foi perguntado sobre o motivo de Kauã Moraes ter sido preterido por Fabrício Bruno. O técnico explicou que, ao colocar o zagueiro, deu maior liberdade para o lateral-esquerdo Viña e para os pontas Keny Arroyo e Wesley.
“A intenção de podermos ter o Fabrício (Bruno) e não o Kauã (Moraes), quando trocamos o William, foi para termos três homens apenas de construção. Mesmo com a saída do João Marcelo, mantivemos esses três homens de características defensivas. Ficamos com o Viña de terceiro zagueiro para podermos ter mais liberdade do lado direito, com o Arroyo fazendo todo o corredor, e, do lado contrário, o Viña”, disse.
“A partir daí, criamos um espaço mais adiantado para o Gerson, ficando com uma linha de três mais atrasada, com três zagueiros que nos podiam garantir segurança defensiva e vantagens no jogo aéreo, por exemplo. Era tentar estabilizar um pouco a equipe para tentar ir em busca do resultado, fazer um segundo gol mais cedo”
Artur Jorge, sobre entrada de Fabrício Bruno e permanência de Kauã no banco
Por fim, o técnico afirmou que, com a vitória parcial do Bragantino, o Cruzeiro precisava assumir certos riscos. Um deles era deixar a zaga afundada na última linha, mas com mais homens na frente para tentar buscar o empate.
“A intenção foi precisamente de dar os corredores laterais, em um primeiro momento, ao Arroyo e ao Viña. E, em um segundo momento, ao Wesley e ao Arroyo, ficando apenas com três homens para defender, sabendo que iríamos correr os riscos, e seriam muitos, mas que era necessário, com o resultado desfavorável, termos a coragem de assumir esses riscos”, finalizou.
Cruzeiro de olho no Grêmio
O próximo jogo do Cruzeiro é novamente fora de casa. De olho na reabilitação, os comandados de Artur Jorge visitarão o Grêmio, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. O duelo será no domingo (18), às 16h (de Brasília), pela 31ª rodada do Brasileirão.
O adversário está desesperado na luta contra o rebaixamento. Após o empate no Gre-Nal, o Tricolor seguiu na 18ª posição, com 31 pontos. Os gaúchos têm um ponto a menos em relação ao Corinthians, primeiro time fora do Z4, na 16ª posição.

