Ídolo e multicampeão pelo Cruzeiro, Natal visitou a Toca da Raposa I nesta quinta-feira (5) e conversou com jogadores das categorias de base do clube celeste.
Ao lado de Adilson Batista, diretor da base do Cruzeiro, o ex-atacante conheceu as instalações da Toca e relembrou momentos de quando também defendia a equipe celeste.
“Recordar é viver. Quando cheguei aqui, não tinha nada disso. Essa condição, esse ambiente maravilhoso. O ambiente se faz com o grupo de jogadores. Nosso era maravilhoso, mas não tinha essa condição. Concentração sensacional, campo maravilhoso, chuteira de primeira linha, material de primeira linha, material de primeira linha”,
Natal, ídolo do Cruzeiro
“Graças a Deus, hoje estar nesse ambiente de paz e tranquilidade. Pessoas que lidam com os jogadores são de primeira linha, formadas. Isso é muito importante”, completou.
Campeão da Taça Brasil de 1966 e pentacampeão mineiro na década de 1960, o ex-atacante, conhecido como Diabo Loiro, por ‘infernizar’ as defesas adversárias, tem muitas histórias para contar.
Em conversa com os jovens atletas da base, Natal foi questionado sobre o jogo mais especial da carreira. Ele não titubeou ao citar o histórico confronto entre Cruzeiro e Santos, em 1966.
Na ocasião, o time celeste venceu o então multicampeão Santos, que tinha ninguém menos que Pelé, por 6 a 2, no Mineirão. Na partida de volta, no Pacaembu, a Raposa triunfou novamente, por 3 a 2.
Com as vitórias, o Cruzeiro conquistou a Taça Brasil, o primeiro título nacional da história do clube celeste. Posteriormente, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reconheceu o troféu também como Campeonato Brasileiro, competição em que a Raposa é tetracampeã.
“Todos os títulos pelo Cruzeiro foram importantes para mim. Mas contra o Santos, nós fizemos nove gols em dois jogos. Foi contra o Santos do Pelé, bicampeão mundial. É uma coisa que não pode esquecer, né?!”, relembrou.
Ao todo, Natal soma 244 jogos com a camisa do Cruzeiro, com 71 gols marcados.

