O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), prometeu, nesta quarta-feira (1º), que os jogos do futebol brasileiro em 2026 já contarão com o impedimento semiautomático. Por meio de sensores e câmeras em 3D, o responsável pela cabine do VAR poderá tomar decisões sobre as posições dos atletas com maior agilidade.
Antes de a CBF anunciar todas as mudanças no calendário do futebol brasileiro para 2026, Samir destacou o trabalho da entidade para garantir a implementação do impedimento semiautomático.
+ Leia mais: Cruzeiro de olho: CBF anuncia início do Brasileiro em janeiro e criação da Copa Sul-Sudeste
“Estamos finalizando os estudos para a implantação do impedimento semiautomático no futebol brasileiro já para 2026”, destacou.
Na sequência, o presidente da CBF também comentou sobre a criteriosa análise para a execução do fair play financeiro no futebol brasileiro. De acordo com Xaud, as novas regras serão anunciadas já em novembro. A medida serve para evitar que os clubes gastem mais do que arrecadam.
“Os estudos para o fair play financeiro estão em estágio avançado e em novembro vamos anunciar as regras para o novo sistema de sustentabilidade financeira no futebol brasileiro. Um passo essencial para garantir mais equilíbrio e sustentabilidade para os clubes”, detalhou.
Sobre o impedimento semiautomático
Atualmente, o VAR no Brasil conta somente com as imagens disponibilizadas pelas emissoras de TV para analisar lances polêmicos de arbitragem.
No caso do impedimento semiautomático, haverá um sensor na bola do jogo e uma câmera posicionada no teto do estádio para garantir a assertividade da decisão do árbitro de vídeo.
O impedimento semiautomático ganhou popularidade em meio à disputa da Copa do Mundo do Catar, em 2022, e já é realidade em algumas ligas do futebol mundial, como na Premier League, na Inglaterra.
Sobre o fair play financeiro
O fair play financeiro é um conjunto de regras que controlam financeiramente os clubes de uma determinada liga. O objetivo é promover a sustentabilidade das instituições, incluindo a previsibilidade dos pagamentos. O principal fator é impedir que um clube de futebol tenha despesas superiores às receitas.
De forma simplificada, os clubes do futebol brasileiro terão que estipular um teto de gastos com salários, encargos, agentes, impostos e contratações.
Essas medidas já são consolidadas na LaLiga, da Espanha, onde todos os clubes devem gastar com jogadores e comissões técnicas até 70% das receitas. A dívida líquida de um clube não pode superar o valor do que ele arrecada.
Já na Inglaterra, o limite de gastos com salários e comissões técnicas é maximizado até 85% das receitas do clube. O prejuízo acumulado pode ser de até 15 milhões de libras em três temporadas.
Outro detalhe curioso na Premier League é que a folha salarial não deve ser, obrigatoriamente, cinco vezes maior que o valor da menor receita com direitos de transmissão da liga.

