Após a conquista do título do Campeonato Mineiro, os jogadores do Cruzeiro reagiram à briga generalizada com os atletas do Atlético-MG neste domingo (8). No último lance do jogo, quando a Raposa já vencia por 1 a 0, o goleiro Éverson iniciou uma grande confusão ao agredir o volante Christian dentro da área adversária.
Em entrevista à Samuca TV, o lateral-direito William revelou detalhes da briga e afirmou que entrou no tumulto para evitar que Christian e o volante Lucas Romero apanhassem de jogadores do rival.
“Foi complicado, virou UFC. Eu estava dentro do gol. Quando eu vi, o Romero ia tomar um soco, já bati com o cara. O Romero me deixou sozinho. Mas o nosso time conseguiu ser compacto e unido até na briga”, disse.
“Eu tento defender os meus, né? O Christian é meu fechamento. Quando eu olhei lá, os caras falando coisinha, eu já fiquei bem atento”, completou William.
Em situação semelhante, também em exclusiva à Samuca TV, o meio-campista Matheus Henrique também destacou que participou da confusão para afastar os atletas do Cruzeiro.
“Eu estava no meio. São coisas que a gente se arrepende, mas é meio inevitável. Temos que defender os nossos. Eu estava lá no meio”, ponderou.
Opiniões de Gerson, Matheus Pereira e Romero
De acordo com Matheus Pereira, faltou espírito esportivo aos atletas do Atlético-MG para reconhecer o título do Cruzeiro. O camisa 10 lamentou o episódio sob os olhares de quase 50 mil pessoas, especialmente com a presença de crianças nas arquibancadas.
“Acho que nós somos exemplo para imensas crianças, jovens, pessoas. Então, temos que saber que, na vida, a gente perde, a gente ganha, mas a gente tem que ter integridade e ter caráter”, disse.
“A violência não faz parte da vida do ser humano. Temos que nos controlar nisso, entender que temos uma responsabilidade muito grande, que a gente inspira muitas pessoas. Isso fica feio para a sociedade, fica feio para a nossa cultura. Não é isso que representa o futebol brasileiro”, concluiu Pereira.
Da mesma forma, em entrevista à Samuca TV, o meia Gerson também lamentou a briga generalizada e pediu desculpas ao público.
“Quero pedir desculpas pelo final do jogo aqui, essa confusão. Nós somos exemplo para muitas crianças. Muitas crianças estão assistindo daqui e de casa. Esse final não foi bonito. Atrapalhamos um pouco o espetáculo. Nós, do Cruzeiro, defendemos a nossa camisa, os adversários começaram. A gente poderia ter evitado, mas, no calor da emoção, acabou acontecendo”, explicou.
Por fim, quem comentou a situação foi Romero. Agora tricampeão mineiro pelo Cruzeiro (2018, 2019 e 2026), o volante também afirmou que o Atlético-MG deveria saber perder.
“Acontece. Estava todo mundo de cabeça quente, mas, quando a gente perde, soubemos perder. Acho que, na hora deles, também tinham que saber perder. Ninguém aqui é santo, nem vou falar que faz parte do futebol, porque opaca o jogo e o espetáculo. Mas a gente fica feliz por conseguir esse título. Merecíamos muito”, garantiu.

