Perguntado sobre o modelo de jogo que será adaptado em sua “era” no Cruzeiro, Artur Jorge evitou abrir ideias, mas fez um pedido ao elenco. Na tarde desta quarta-feira (25), o técnico português, de 54 anos, foi apresentado oficialmente pelo clube na Toca da Raposa II, em Belo Horizonte.
Embora não tenha comentado diretamente sobre como pretende fazer a equipe atuar, Artur Jorge pediu coragem aos atletas e destacou a sua confiança nos jogadores do Cruzeiro.
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“Não vou abrir muito daquilo que é o jogo. Vou precisar ver o que temos à disposição, aquilo que nós conhecemos, como, quando e onde podemos potencializar (os jogadores). Vamos procurar ser uma equipe que tenha coragem. Coragem para poder inverter essa situação, sair dessa posição, agarramos aos lugares que estão logo à frente, poder fazer o nosso melhor”
Artur Jorge, apresentado pelo Cruzeiro nesta quarta (25)
“As questões táticas vêm depois, porque, nesta altura, para nós, o importante é ganhar e ganhar. Hoje, vamos ter o primeiro treino. Eu vi os últimos jogos, e sei que não vamos jogar da mesma forma, porque a nossa ideia, a nossa proposta, vamos ter que adaptar para aquilo que possa ser a potencialização dos jogadores que temos”, completou o treinador do Cruzeiro.
Importância da ‘semana cheia’
Seguro de que tem um grupo com qualidade para reverter a situação no Campeonato Brasileiro, Artur pediu paciência, mas também ressaltou a importância de ter a semana cheia para treinos.
A partir desta quarta (25), o Cruzeiro vai se preparar para o duelo com o Vitória. O jogo será na outra quarta (1º), às 20h, no Mineirão, em BH, pela 9ª rodada.
“Temos que poder tirar o melhor dos jogadores. Este é um elenco que a administração trabalhou muito para o ter, para manter e para acrescentar valor. Nesta altura, esse valor não veio ainda à realidade, e nós temos que tentar saber o potencial. Vamos fazer isso com tempo, porque as coisas não se mudam de um dia para o outro, temos que ter essa paciência”, disse.
“Fico muito feliz de ter seis dias de trabalho para o próximo jogo, porque até a parada da Copa, não vou ter mais seis dias de treino para poder estarmos no campo trabalhando”, enfatizou.
Sem queixas para o calendário
Por já ter trabalhado e sido vitorioso no futebol brasileiro e continental, Artur Jorge reconheceu a dificuldade do calendário. No entanto, o comandante do Cruzeiro acredita que esses primeiros dias serão de suma importância para a implementação do seu DNA no time.
“A regra do futebol brasileiro é esta, já conheço, não me queixo disso, sei que vamos ter tempo para poder, com calma, com paciência, com determinação, com ambição, com vontade de fazer melhor, assimilar algumas ideias daquilo que queremos e que são inegociáveis para nós também, em termos de modelo de jogo, para que possamos ser competentes, competitivos e possamos ganhar mais vezes”, analisou.

