Com duras críticas à arbitragem do uruguaio Esteban Ostojich, os principais jornais da Argentina reagiram à vitória do Cruzeiro sobre o Boca Juniors na Copa Libertadores. Dentro do Mineirão, em Belo Horizonte, o time celeste contou com gol do atacante Néiser Villareal nessa terça (28) e assumiu a liderança do Grupo D.
Inicialmente, o Diario Olé, maior veículo esportivo entre os “hermanos”, destacou que o Boca Juniors “se deixou levar pelo jogo picante que propôs o Cruzeiro”. O periódico enfatizou o fim da invencibilidade xeneize – que durava 14 jogos – e, consequentemente, o encerramento do “momento mágico do ciclo Ubeda”.
Na sequência, o Olé destacou que “o Cruzeiro, em nenhum momento, em seu estádio e com uma multidão a favor, foi superior à equipe de Ubeda. “Os dois tiveram ímpeto e garra para ganhar a partida, mas se desgastam com discussões e quase não geraram situações”, completou.

Outra situação que ganhou ênfase do Olé foi a expulsão do atacante Adam Bareiro, aos 46 minutos do primeiro tempo. No lance, o camisa 28 do Boca atingiu o volante Christian, do Cruzeiro, no rosto e recebeu o segundo cartão amarelo. O jornal argentino contestou o primeiro amarelo, em jogada com o meia Gerson, considerada uma simulação.
Diante da vantagem numérica celeste, o Olé reconheceu a paciência do Cruzeiro para tocar a bola de um lado para o outro e, posteriormente, confirmar a vitória “em um monólogo”.
“Por manter a serenidade e a procura (pelo gol), o Cruzeiro destravou a partida em um grande passe de Pereira a Kaio Jorge, que rompeu as linhas, chegou ao fundo e cruzou no meio da área para que Villareal, outro atacante que entrou, anotasse na linha do gol. Boca terminou a partida sem chutar ao gol e, no final, voltou a entrar no jogo de provocações, com um final que terminou em um escândalo”.
Repercussão do Olé sobre a vitória do Cruzeiro
“Para jogar partidas de Copa, geralmente é melhor sair vivo do que tentar ser homem. Para que o Boca tome nota”, criticou o jornal.
Análise do jornal Clarín
No primeiro parágrafo da crônica do jogo, o Clarín deu o mesmo tom do Olé e detonou a arbitragem de Esteban Ostojich. O jornal argentino, porém, ressaltou que a expulsão de Bareiro “não poderia ser desculpas para o time argentino”.
“Os comandados de Ubeda sofreram demais com a má expulsão de Adam Bareiro na primeira parte. Em que pese esse erro de Esteban Ostojich (de péssima arbitragem), não pode servir de desculpas para o time argentino, que brigou mais do que jogou e terminou o duelo sem chutar uma vez sequer ao gol de Otávio”, classificou.
No decorrer do texto, o Clarín também criticou a estratégia do Boca de “pilhar” o Cruzeiro desde o início da partida e citou a aplicação dos cartões para Bareiro e para o volante Leandro Paredes, capitão do time.
“A outra estratégia foi picar a partida, simular várias ações, ficar cara a cara com os brasileiros, empurrar e chocar. Mas foi raro que o caçador fosse caçado em Belo Horizonte, porque Paredes ganhou um amarelo rapidamente por empurrar Matheus Pereira e porque Bareiro recebeu vermelho por dois amarelos no fim da etapa inicial”, completou.

No fim, o Clarín também fez menção à irritação do Boca durante o jogo e descreveu a confusão entre os dois times após o apito final.
“O final foi mais próprio de uma eliminação do que de uma terceira rodada da fase de grupos. Durante o duelo, o Boca já havia se mostrado nervoso. Tudo isso se potencializou no final, quando os jogadores foram buscar Matheus Pereira, que festejou o resultado. Correram Paredes, Costa, Di Lollo e Brey. Eles se meteram entre os jogadores do time mandante, além de um montão de colaboradores. Os tumultos foram criados em distintos setores do campo, mas não tudo não passou de empurrões e insultos. Não houve sanções de Ostojich”
“O Boca perdeu em Belo Horizonte e viu o fim da sequência de jogos sem derrotas. O jogo deve servir de experiência aos (comandados) de Ubeda. Não está ruim brigar, porque é necessário. O problema é quando se briga mais do que se tenta jogar”.
Crítica do Clarín ao estilo de jogo do Boca no Mineirão
Cruzeiro assumiu liderança do grupo
Com o resultado, o Cruzeiro deixou a terceira posição e assumiu a liderança dno grupo, agora com seis pontos. Isso porque, embora o Boca Juniors tenha a mesma pontuação, o primeiro critério de desempate é a vitória no confronto direto.
A Universidad Católica, do Chile, está na terceira colocação, com três pontos, e o Barcelona de Guayaquil, do Equador, ocupa a lanterna, ainda sem pontuar. Os times fecharão a 3ª rodada nesta quarta (29), às 21h (de Brasília), no Monumental Banco Pichincha, em Guayaquil.
Próximo jogo do Cruzeiro
Após o duelo pela Libertadores, o Cruzeiro voltará suas atenções para a disputa do Campeonato Brasileiro. Pela 14ª rodada da Série A, a Raposa receberá o Atlético-MG em clássico no sábado (2), às 21h (de Brasília), no Mineirão.

