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Joaquim responde o que muda na captação do Cruzeiro em relação a europeus

Gerente de scout do Cruzeiro analisou processo de 'antecipação do futuro' e os limites orçamentários do futebol brasileiro

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O gerente de scout do Cruzeiro, Joaquim Pinto, respondeu sobre o que muda na captação de jovens atletas em relação a grandes clubes da Europa. Em entrevista exclusiva à Samuca TV e ao Central da Toca, o português explicou sobre as diferenças orçamentárias e a necessidade de “antecipar o futuro” para fazer boas contratações.

+ Leia mais: Joaquim Pinto detalha como funciona departamento de scout do Cruzeiro e faz revelação

De acordo com Joaquim Pinto, embora Pedro Lourenço tenha alavancado o nível dos investimentos do Cruzeiro, os profissionais da área de scout respeitam os limites impostos pela diretoria. Em meio a esse cenário, são criadas novas perspectivas, como maior atenção para o mercado sul-americano.

“Sabemos e respeitamos aquilo que é o contexto do Cruzeiro, aquilo que são as diretrizes da diretoria. Quem manda nos clubes são os presidentes e a respectiva diretoria. Neste caso, com o dono, o Pedro Lourenço. Eles dão a indicação da matéria-prima a qual nós podemos trabalhar. Obviamente, há limites de investimentos”, iniciou.

Ao falar sobre o orçamento do clube, Joaquim afirmou que o Cruzeiro, mesmo com poder maior de trazer grandes reforços em relação aos últimos anos, continua com a responsabilidade de pagar dívidas e, consequentemente, de cumprir os prazos à risca.

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“Até desmistificar um pouco, porque criou-se a ideia de que o Cruzeiro tem dinheiro para tudo. Isso se reflete na fase de negociação. Criou-se a ideia agora que o Cruzeiro pode ganhar muitos milhões de reais, e isso não é assim. Independentemente dessa disponibilidade maior recente do clube, a responsabilidade de saber gerir o clube é igual”

Joaquim Pinto, sobre limites orçamentários do Cruzeiro

Na tentativa de reduzir os preços e de ser vitrine para grandes mercados, o Cruzeiro tem apostado na contratação de jovens talentos e na consolidação de atletas da base para futuras vendas.

“Jamais vamos, a não ser que haja diretrizes nesse sentido, a pagar um valor como outros clubes valores estão pagando. Achamos que essa não é a via para o clube, para a sustentação do clube. Por isso, também acreditar tanto nos jovens, sejam diretamente para o time principal, mas que têm que passar por um processo de consolidação, sejam apostas na base. O Leonardo Jardim já isso em relação a algumas dessas contratações recentes”, completou.

Os talentos do Brasil diminuíram?

Durante a entrevista, o gerente de scout do Cruzeiro também comentou sobre a qualidade dos garotos que surgem com frequência no Brasil. Joaquim Pinto alertou, porém, que o talento, ainda que em abundância, diminuiu no comparativo com as últimas duas décadas. Para ele, o acesso e o vício à internet mudaram a paixão dos brasileiros pelo futebol em nosso país.

“Estamos em um país com um talento enorme, e me preocupa um pouco que já não é o talento que havia aqui há dez, 15 anos. A sociedade mudou, os costumes mudaram, as tecnologias influenciaram negativamente na paixão que os jovens têm pelo futebol. Continua havendo o talento, mas já não é o talento de antigamente”, enfatizou.

Por fim, Joaquim Pinto detalhou a estratégia de “garimpar” ótimos jogadores que atuam na América do Sul para, de certa forma, o Cruzeiro lucrar posteriormente em vendas para o futebol europeu.

“A prioridade do Cruzeiro será sempre atletas brasileiros, mas, muitas vezes, como não os encontramos, temos que dar uma volta em países sul-americanos. E as nossas equipes começam a ter um certo equilíbrio entre atletas brasileiros e sul-americanos e, agora, a médio prazo, de outros continentes”, disse.

“É um trabalho que me dá muito prazer no scout de antecipar aquilo que é o atleta do futuro. Como não podemos pagar 20 milhões de euros pelos atletas, vamos ter que identificá-los mais cedo não no rendimento, mas sim no potencial. Muitas vezes, vamos ter que assumir o risco que outros clubes não assumem em um momento tão precoce, porque têm capacidade para esperar ver se o atleta se consolida e compram mais à frente”, concluiu Pinto.

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Leonardo Gimenez
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Leonardo Garcia Gimenez é repórter do Central da Toca e jornalista formado pelo UniBH. Com foco em futebol e vôlei, fez a cobertura do Cruzeiro no esporte digital da Itatiaia entre 2022 e 2025. Antes, trabalhou na Record TV.
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Samuel Venâncio é publisher do Central da Toca e jornalista com mais de 1,2 milhão de seguidores nas redes sociais. Foi setorista do Cruzeiro na Itatiaia e, desde 2022, produz conteúdo exclusivamente para a Samuca TV.
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Tiago Mattar é jornalista, especialista em jornalismo digital, e editor do Central da Toca. Realizou a cobertura do Cruzeiro no Superesportes e no Estado de Minas por quase 10 anos e chefiou a reportagem do esporte digital da Itatiaia entre 2023 e 2025.
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