Capitão do Cruzeiro, Lucas Silva revelou ter recebido “indiretas” da diretoria com relação ao pós-carreira. Em entrevista exclusiva à Samuca TV, o volante afirmou ter conversado com Pedro Lourenço, gestor da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), para seguir no clube quando pendurar as chuteiras.
De acordo com Lucas Silva, inicialmente, o plano era se preparar para ser treinador. No entanto, o desejo mudou e, agora, ele estuda em qual área deve seguir nos próximos anos. Aos 33 anos, o jogador do Cruzeiro destacou, ainda, que deve fazer cursos na área já em 2026.
“Já passou isso na minha cabeça (de ser treinador), mas, de treinador, não (mais). Nessa minha última renovação com o Cruzeiro, já tive algumas indiretas do presidente, do Pedro Junio, de, às vezes, fazer parte da diretoria. Isso tem amadurecido muito na minha cabeça, de ter uma boa carreira no futebol”, disse.
Durante a entrevista, o capitão cruzeirense afirmou que, por ser inquieto fora das quatro linhas, deve permanecer no ambiente futebolístico após a aposentadoria.
“Sou muito proativo. Acho que, depois que acabar a minha carreira, não vou conseguir ficar parado em casa. Então, neste ano ou no ano que vem, já vou começar a me preparar, fazer uns cursos de gestão para, quem sabe, quando eu me aposentar, ter uma oportunidade no futebol”, completou.
Perguntado se poderia ser um gerente de futebol nos próximos anos, Lucas Silva sinalizou positivamente com a possibilidade. O ídolo do Cruzeiro relembrou que o ex-volante Tinga, bicampeão brasileiro pelo clube em 2013 e 2014, voltou à Toca II anos depois para atuar nessa nova função.
“Não seria ruim. Pois é, o Tinga ali… não seria ruim, mas tem uma carreira boa, digna para isso, e também quero me preparar para, quando terminar, ficar preparado para atuar (fora do campo) em alto nível”, finalizou Lucas.
Declaração ao Cruzeiro
Na sequência, Lucas Silva foi indagado se o Cruzeiro pode ser considerado o “clube da sua vida”. O volante não hesitou na resposta e relembrou o processo de formação como homem e como atleta dentro da Toca I, em Belo Horizonte.
“Sim, sem dúvidas. É o clube da minha vida, da minha história, da minha carreira e da minha identificação. É onde eu cheguei quando criança com uma mochila e um sonho. É onde eu cresci e me desenvolvi como profissional, como pessoa, e fazendo história agora também. Comecei aqui e quero encerrar aqui no Cruzeiro”, garantiu.

