Tite chegou a 10 jogos no comando do Cruzeiro, mas o desempenho segue abaixo do esperado. Com apenas 43,3% de aproveitamento, o treinador tem o 5º pior índice entre os técnicos que passaram pelo clube na década, período em que 11 comandantes dirigiram a equipe celeste.
De acordo com levantamento do Central da Toca, apenas Mozart, Fernando Diniz, Zé Ricardo e Pepa tiveram desempenho inferior ao de Tite no Cruzeiro (veja a lista completa ao fim da reportagem).
Até aqui, o treinador soma quatro vitórias, um empate e cinco derrotas, com 15 gols marcados e 14 sofridos.
O levantamento considera 11 técnicos na década e não inclui Felipão, que, apesar de ter sido demitido em janeiro de 2021, comandou o time ainda em 2020.
Momento de Tite
No Campeonato Brasileiro, competição em que o Cruzeiro foi um dos protagonistas na temporada passada, o time celeste iniciou 2026 apontado como candidato ao título. No entanto, até aqui, o que se vê é uma equipe que ainda não venceu, tem a pior defesa da competição, com oito gols sofridos, e ocupa a 19ª colocação, com apenas um ponto.
No Campeonato Mineiro, torneio em que a ideia inicial era utilizar uma equipe alternativa para priorizar o Brasileiro, os resultados também não convenceram. O time não conseguiu performar, e foi necessário escalar força máxima para evitar o risco de ficar fora da fase mata-mata.
Além dos próprios resultados, o Cruzeiro precisou contar com um tropeço do North para assumir a liderança do Grupo C, posição que garante, momentaneamente, a classificação com a melhor campanha geral do Estadual. Resta ainda uma rodada para o fim da fase classificatória.
Desempenhos na década
Dentro desse recorte, o pior desempenho é o de Mozart. Em 2021, o treinador assumiu o Cruzeiro durante a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Ele chegou em junho, na vaga de Felipe Conceição, logo após a eliminação na Copa do Brasil para o Juazeirense, na terceira fase.
No comando da equipe celeste, Mozart somou 13 jogos, com duas vitórias, sete empates e quatro derrotas, alcançando 33,3% de aproveitamento. Sem conseguir reagir na competição, pediu demissão do cargo.
Já o melhor desempenho na década foi o de Paulo Pezzolano, primeiro treinador contratado na gestão de Ronaldo Fenômeno à frente da SAF. Com 68 jogos no comando do Cruzeiro, o uruguaio liderou a campanha do acesso à Série A em 2022.
Treinador estrangeiro com mais partidas pelo clube celeste, Pezzolano deixou o cargo no início de 2023, após a eliminação para o América-MG nas semifinais do Campeonato Mineiro, em março.
À época, alegou não estar 100% e pediu demissão. Segundo o próprio treinador, a decisão já havia sido tomada em dezembro de 2022. Ao todo, foram 38 vitórias, 13 empates e 17 derrotas, com 62,25% de aproveitamento.
Piores aproveitamentos de técnicos do Cruzeiro na década
- 1º – Mozart (2021): 13J, com 2V, 7E e 4D = aproveitamento de 33,33%
- 2º – Fernando Diniz (2024/2025): 20J, com 4V, 9E e 7D = aproveitamento de 35%
- 3º – Zé Ricardo (2023): 10J, com 3V, 2E e 5D = aproveitamento de 36,67%
- 4º – Pepa (2023): 26J, com 8V, 8E e 10D = aproveitamento de 41,03%
- 5º – Tite (2026): 10J, com 4V, 1E e 5D = aproveitamento de 43,33%
- 6º – Felipe Conceição (2021): 19J, com 8V, 3E e 8D = aproveitamento de 47,37%
- 7º – Vanderlei Luxemburgo (2021): 23J, com 8V, 11E e 4D = aproveitamento de 50,72%
- 8º – Fernando Seabra (2024): 35J, com 17V, 8E e 10D = aproveitamento de 56,19%
- 9º – Leonardo Jardim (2025): 58J, com 27V, 19E e 12D = aproveitamento de 57,47%
- 10º – Nicolás Larcamón (2024): 14J, com 7V, 4E e 3D = aproveitamento de 59,52%
- 11º – Paulo Pezzolano (2022/2023): 68J, com 38V, 13E e 17D = aproveitamento de 62,25%

