Nesta quarta-feira (11), torcedores do Cruzeiro imprimiram ‘cédulas’ em protesto contra a postura de Leonardo Jardim, ex-técnico da equipe e atualmente no Flamengo. Os clubes se enfrentam às 21h30, no Maracanã, no Rio de Janeiro, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.
Nas imagens, é possível ler trocadilhos com o número 100, como “100 vergonha”, “100 caráter” e “100% ingênuo” – palavra usada pelo treinador português ao se referir ao projeto do Cruzeiro em sua apresentação no Ninho do Urubu.
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Além disso, foram estampadas outras expressões, como “mercenário, ele gosta de dinheiro”, “oportunista” e “sabor ingratidão”. O rosto de Jardim aparece ao lado de imagens da marca de vinhos e azeites do técnico, produtos que chegaram a ser comercializados em unidades dos Supermercados BH.

No dia 4, Leonardo Jardim foi anunciado como novo comandante do Rubro-Negro. A insatisfação da torcida cruzeirense ocorre por conta de entrevistas coletivas concedidas pelo português em 2025, quando ainda dirigia a Raposa. Na ocasião, o treinador ressaltou, em três oportunidades, que só comandaria o Cruzeiro no futebol brasileiro.
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Jardim deixou o cargo no clube mineiro para resolver questões pessoais. Inicialmente, afastou-se do futebol por dois meses. Assim que retornou ao mercado, acertou com o Flamengo.
As três vezes em que Jardim disse que só treinaria o Cruzeiro no Brasil
Primeira declaração: “No Brasil, só vou treinar o Cruzeiro”
A primeira declaração ocorreu no dia 10 de agosto, após derrota do Cruzeiro por 2 a 1 diante do Santos, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. Na ocasião, além de descartar qualquer possibilidade de assumir outro clube no país, o treinador afirmou que já se considerava cruzeirense.
“O que é notícia é que, no Brasil, só vou treinar o Cruzeiro. Não vou treinar outro clube no Brasil. E não sei se, depois do Cruzeiro, vou treinar algum outro clube. Neste momento, estou 100% no Cruzeiro. Tenho contrato válido, que também não interessa, porque minha relação com o Pedrinho é mais do que o contrato. Eu não dou 80% e 90%, eu dou 100% no processo do Cruzeiro. Já sou cruzeirense”, disse.
Na mesma entrevista, Jardim ainda comparou sua identificação com clubes por onde passou.
“Se eu for à Grécia, sou Olympiacos. No Catar, sou Al Rayyan. Na França, sou Monaco. No Brasil, sou Cruzeiro e não vou treinar outro time”, ressaltou.
Segunda declaração após vitória sobre o Internacional
Poucos dias depois, na vitória por 2 a 1 sobre o Internacional, no dia 23 de agosto, também no Mineirão, o português voltou a reforçar o vínculo com o clube celeste.
“Pedro Junio e Pedrinho sabem do meu compromisso com o Cruzeiro, com a família e com os cruzeirenses. No Brasil, não treino mais ninguém”, disse.
Terceira declaração antes da saída
A terceira declaração veio no dia 4 de dezembro, após empate por 2 a 2 contra o Botafogo, no Gigante da Pampulha, pouco antes de sua saída oficial do comando da equipe celeste. Embora já houvesse especulações sobre o futuro, Jardim voltou a reforçar que o Cruzeiro seria seu único clube no país.
“Sinceramente, eu consegui concretizar muito das ideias sobre minha vinda ao Brasil. Já tinha dito, a paixão do futebol brasileiro, o próprio país, é extraordinário. Também tive a felicidade de trabalhar num clube extraordinário, que será sempre o meu clube no Brasil. Já fui muito claro em relação a isso. A paixão, os nossos torcedores, o apoio que eles dão…”, enfatizou.

