O repórter Samuel Venâncio analisou a vitória do Cruzeiro sobre o Goiás, por 1 a 0, na noite dessa terça-feira (12), no Mineirão. O resultado, construído com um gol de Kaio Jorge, de pênalti, valeu a classificação do Cruzeiro para as oitavas de final da Copa do Brasil. Mineiros e goianos empataram a ida em 2 a 2.
Samuel começou destacando o poder de criação do time celeste, reforçando a necessidade de um maior capricho na hora das finalizações. Porém, ponderou o fato de os jogadores da Raposa estarem muito desgastados pela sequência de jogos.
“O Cruzeiro não precisava chegar no final como chegou, e aí flertou com um perigo gigantesco. Você tem o Esli fazendo quase que a mesma jogada e finalizando na trave daquele jeito, o Fabrício Bruno, que votei como melhor em campo, um jogo muito consistente, aparecendo lá na frente e defendendo, o que é o principal. No lance que eu falei ‘gol do Fabrício’, a leitura dele foi perfeita”, começou Samuel.
Venâncio também exaltou a atuação do goleiro Tadeu, citando o fato dele costumeiramente fazer bons jogos contra o time celeste.
“Contra o Cruzeiro é um negócio absurdo. Eu nunca vi ele fazer um jogo nota 7. É de 8,5 a 10. Hoje eu acho que foi 10, o tanto de defesas que ele fez”, apontou Samuel.
A importância da parada para a Copa, com a possibilidade de uma melhor preparação física, tática e técnica do elenco, e a chegada de reforços foi celebrada por Samuel. Porém, segundo ele, fica um alerta para o time.
“Nas oitavas você vai ter um adversário bem mais forte e aí não pode dar vacilos como o Cruzeiro deu hoje. Desde lá em Goiânia o Cruzeiro já devia encaminhar uma classificação mais tranquila. Os jogadores precisam ficar atentos. Se tem uma eliminação agora, você quebraria todo esse processo positivo que está acontecendo”, alertou.
Atuação dos reservas
Samuel Venâncio terminou falando sobre os jogadores que entraram no segundo tempo. Segundo ele, Bruno Rodrigues e Sinisterra entraram bem, ainda que longe das suas melhores condições físicas. Por outro lado, questionou os outros substitutos, especialmente Néiser Villarreal.
“Se o Bruno Rodrigues estivesse 100%, ele iria brigar pela titularidade nesse time. Em todos os jogos que entrou, deu a vida. O Sinisterra entrou muito bem também e, se não fosse o Tadeu, ele iria ter feito dois gols. O Lucas Silva ok, o Marquinhos ficou muito tempo parado. Já o Néiser entrou em outro planeta. Essa turma que vem do banco pode não estar em um dia legal, mas correr, marcar, dar a vida, é primordial”, acrescentou.

