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A análise de Samuel Venâncio após a vitória do Cruzeiro contra a Chape pelo Brasileiro

Repórter avaliou o desempenho da Raposa contra a equipe catarinense, em partida válida pela 17ª rodada da Série A

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Neste domingo (24), o Cruzeiro bateu a Chapecoense, por 2 a 1, no Mineirão, em Belo Horizonte, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. No Dia de Jogo KTO, o repórter Samuel Venâncio analisou o desempenho da equipe celeste.

Na visão do jornalista, a vitória do Cruzeiro sobre a Chapecoense deve ser valorizada pelo contexto vivido pelo clube no Brasileiro, mas o desempenho da equipe voltou a ligar o sinal de alerta, principalmente pela dificuldade criada em um jogo que parecia controlado no Mineirão.

+Leia também: Kaio Jorge se torna o maior goleador do Cruzeiro no ‘novo Mineirão’; veja ranking

“Eu não vou deixar de agradecer nenhuma vitória mais em Campeonato Brasileiro depois do começo que o Cruzeiro teve nesta temporada, de assustar muito. Ainda não é uma campanha de ‘nossa, o Cruzeiro tá longe de qualquer perigo lá de baixo, de Z4 do Campeonato Brasileiro’, mas tem ainda dois duelos aí para fechar o turno”, iniciou.

“Quando você tava ali naquele cenário de quatro pontos em oito partidas, tendo 33 pontos para disputar para fechar o primeiro turno, e desses 33 já foram 27, o Cruzeiro conquistou 19. Então é uma campanha de reação muito importante, que veio para talvez colocar o Cruzeiro na primeira página da classificação, com essa vitória que ficou sofrida, que o Cruzeiro teve mais sorte que juízo”, complementou.

O jornalista também criticou a postura do Cruzeiro após abrir vantagem no placar. Para ele, a equipe voltou a apresentar falhas defensivas e permitiu que a Chapecoense crescesse na partida, transformando uma partida tranquila em um cenário de pressão e sofrimento no Mineirão.

“Esse time do Cruzeiro, em jogos, na teoria, mais tranquilos, tem um poder de deixar o torcedor maluco, de querer complicar. O Cruzeiro fez muita força para empatar um jogo em que tava 2 a 0. Primeiro, o gol que traz a Chapecoense – e o Artur Jorge respondeu ali sobre bola parada -, aquilo não pode acontecer, né? Você não pode, num jogo de Série A do Campeonato Brasileiro, qualquer jogo, até amistoso, um cara dar um chuveirinho para a área e o zagueiro cabecear livre, velho. Aquilo ali é como se o cara tivesse no trabalho de aquecimento. Não tem ninguém para subir, para estar junto, para dificultar. É o cara cabeceando e o goleiro. Impossível fazer qualquer tipo de defesa numa condição daquela. O Cruzeiro facilita algumas coisas que ninguém facilita para o Cruzeiro”, avaliou.

“Então aí você traz o adversário para o jogo, aí já bate aquele medo em todo mundo de acontecer o pior. E você vai flertando tanto com o pior que ele acaba por chegar – ou ele não chegou hoje porque Deus abençoou. Hoje, o que não acontecia com outros técnicos aconteceu com o Artur Jorge, que foi sorte. Não teve nada além de sorte para o Cruzeiro sair daqui com esse 2 a 1 e três pontos na tabela, fundamentais para este momento. Claro, eu sei que o Cruzeiro criou outras oportunidades, que era para ter conquistado uma vitória tranquila, mas a reta final de jogo fez a Chapecoense parecer que era o Palmeiras, né? Criando de todo jeito, chute de tudo quanto é lado, e toda bola alçada na área virava perigo”, completou.

Na sequência, Samuel afirmou que o Cruzeiro precisa encarar a atuação como mais um alerta na temporada. Segundo ele, o time segue repetindo erros em partidas consideradas acessíveis e não pode voltar a apresentar o mesmo nível de instabilidade diante do Barcelona-EQU, em confronto decisivo pela Libertadores.

“Então esse time já teve muita coisa para aprender e vai tendo ainda a chance de corrigir a rota, velho, para não ficar sempre flertando ali com resultados que são vexame. Se o Cruzeiro empata hoje com a lanterna do Campeonato Brasileiro da forma como foi, seria um vexame aqui no Mineirão. Então, quando o torcedor cobra, quando ele fala sobre isso ou aquilo, é porque esse tipo de coisa já era para ter acabado há muito tempo”, disse.

“Claro que, em um determinado momento, vai acontecer um deslize ou outro, mas sempre nessas partidas o Cruzeiro vai flertando com a vergonha. Então foi mais um sinal de alerta aí que precisa ser ligado, porque, quinta-feira, isso não pode acontecer. Se acontecer, estaremos eliminados na Copa Libertadores, na fase de grupos, pela primeira vez na história”, afirmou.

Por fim, o jornalista reforçou a importância do resultado conquistado pelo Cruzeiro, mas ressaltou que o desempenho ainda exige atenção para a sequência da temporada. Na avaliação dele, os próximos compromissos antes da pausa para a Copa do Mundo serão decisivos para consolidar a recuperação da equipe sob o comando de Artur Jorge, que depois terá mais tempo para descanso, preparação e chegada de reforços.

“Então, claro, eu não vou deixar de comemorar uma vitória porque ela teve um sofrimento absurdo contra o lanterna do Campeonato Brasileiro, mas é sinal de alerta ligado. São dois jogos só para essa turma aí colocar o Cruzeiro nas oitavas da Libertadores e chegar aos 26 pontos, que seria um cenário que quase ninguém imaginou – ou, para dizer, ninguém imaginou – depois de tudo que aconteceu e quando o Artur Jorge chega”, reforçou.

“Então é descansar bem, é preparar bem para cumprir esses dois últimos objetivos, porque depois da parada para a Copa aí o Artur Jorge vai ter tempo. Primeiro que vai descansar todo mundo, dar uma recuperada no físico, que foi destruído nos três primeiros meses. Depois, vai ter um mês de preparação, praticamente uma nova pré-temporada, reforços vão chegar, e aí é uma outra história. Falta muito pouco. A gente não precisa sofrer mais aí antes da parada para a Copa do Mundo, porque ninguém tem coração que aguenta essa maluquice toda”, encerrou.



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Davi Pimenta
Davi Pimenta é estagiário do Central da Toca e estudante de jornalismo na PUC Minas.
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