Após a derrota do Cruzeiro por 2 a 1 para o Atlético-MG, nesta terça-feira (1), na Arena, o técnico Artur Jorge explicou as substituições feitas no time durante o segundo tempo do clássico. O resultado eliminou a equipe celeste nas quartas de final da Copa do Brasil.
Aos 15 minutos da etapa final, quando o Cruzeiro vencia por 1 a 0, Villalba foi expulso e deixou a equipe celeste com um jogador a menos. Na sequência do lance, Artur Jorge promoveu três mudanças de uma só vez e retirou Matheus Pereira, Gerson e Kaio Jorge, três dos principais jogadores do time. Entraram: Matheus Henrique, Rojas e Néiser.
As escolhas chamaram atenção principalmente pelo momento da partida. Com a vantagem no placar, mas em inferioridade numérica, o Cruzeiro passou a atuar de maneira mais defensiva e acabou sofrendo a virada do Atlético-MG.
Após a partida, Artur Jorge destacou que o Cruzeiro tinha apenas mais uma parada para substituições e, por isso, optou por realizar as três mudanças de uma só vez. Além disso, Gerson havia pedido para deixar o campo por causa de um desconforto.
“Quando nós sofremos essa expulsão, nós ficámos com uma substituição para fazer. Faltavam 30 minutos para o final do jogo. Tivemos um pedido do Gerson para sair, que estava a sentir desconforto e pediu para sair. Portanto, nós tínhamos que agir imediatamente naquele momento”, iniciou.
O treinador também explicou a estratégia adotada para reorganizar a equipe. A intenção era montar uma linha de cinco defensores sem abrir mão da velocidade para explorar os contra-ataques, de acordo com o português.
“A ideia foi trocarmos um lateral, que precisávamos ter um lateral-esquerdo, trocar diretamente a posição do Gerson pelo Matheusinho e podermos ter o Kenji que nos fizesse o corredor do lado esquerdo, sendo que era um jogador que iria fechar a equipe numa linha de cinco quando o adversário estivesse mais próximo da nossa grande área, mantendo três homens capazes daquilo que era o que o jogo nos ia proporcionar a nós, que era transições rápidas, ter homens na frente rápidos para conseguir ganhar as costas da defesa contrária, continuar a ter ou tentar ter verticalidade através destes três homens”, comentou.
“E podermos, dessa forma, olhar para a equipe num 5-3-1 se quiséssemos, mas que se desdobrasse de forma a poder manter três homens na frente, ficando dois médios. E essa, tendo aquilo que era também o momento atual de termos uma substituição, tínhamos tomado decisões em função daquilo que eram os 30 minutos de jogo que tínhamos para tentar manter a equipe viva no jogo”, completou.
A estratégia, porém, não funcionou. Com um jogador a mais, o Atlético-MG aumentou a pressão, marcou duas vezes e virou o confronto para 2 a 1, resultado que eliminou o Cruzeiro da Copa do Brasil.


