Os jogadores do Cruzeiro não concederam entrevistas na tradicional zona mista após o empate em 3 a 3 com o Vasco da Gama, que resultou na saída do técnico Tite do comando da equipe celeste. O resultado da partida, disputada na noite deste domingo (15) e válida pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, deixou o time celeste na 19ª colocação na tabela, com apenas três pontos em seis partidas.
Costumeiramente, três jogadores da Raposa falam com os jornalistas após deixarem o vestiário. Nesta noite, logo após a decisão de encerrar o trabalho do agora ex-treinador celeste, a assessoria de imprensa do clube estrelado informou que os atletas não passariam pela zona mista.
O Cruzeiro já havia adotado tal postura em outra oportunidade neste Brasileirão, após a goleada de 4 a 0 sofrida na partida contra o Botafogo, na primeira rodada do campeonato. Na ocasião, os jogadores também não concederam entrevistas.
Demissão de Tite
O Cruzeiro definiu a saída do técnico Tite. A decisão foi tomada pela diretoria celeste após o empate por 3 a 3 para o Vasco. Junto ao técnico também deixam o clube os auxiliares Matheus Bachi, Vinicius Bergantin e o preparador físico Fabio Mahseredjian.
Por meio das redes sociais, o clube celeste publicou uma mensagem de agradecimento ao treinador. “Agradecemos aos serviços prestados e desejamos sucesso na sequência da trajetória dos profissionais”, escreveu.
Tite no Cruzeiro
Anunciado no dia 16 de dezembro, Tite chegou ao Cruzeiro com a missão de dar sequência ao trabalho de Leonardo Jardim, que havia levado o clube às semifinais da Copa do Brasil de 2025 e terminado o Campeonato Brasileiro na terceira colocação, recolocando a Raposa na Libertadores. O português conquistou o carinho do torcedor celeste, que lamentou muito sua saída.
Com currículo vitorioso, Tite desembarcou na Toca da Raposa após passagens por grandes clubes e pela Seleção Brasileira.
No entanto, desde o início, o trabalho foi alvo de desconfiança por parte da torcida, que questionava o desempenho recente do treinador à frente do Flamengo, onde acabou demitido em 2024, também em razão dos resultados abaixo do esperado.
Dentro de campo, o treinador não conseguiu fazer a equipe render e tampouco alcançar os resultados esperados. Em uma temporada cercada por altas expectativas, o Cruzeiro manteve a base do elenco e ainda realizou a contratação de Gerson, a segunda maior da história do futebol brasileiro.
Além disso, o início ruim de 2026 ficou marcado por derrotas que encerraram invencibilidades históricas, invertendo a narrativa construída no ano anterior. Se na era Leonardo Jardim o Cruzeiro derrubava tabus negativos, agora passou a protagonizar quebras de séries positivas.
Alguns exemplos incluem derrota para o Democrata-GV em casa após mais de 30 anos, revés para o Botafogo depois de quase 10 anos e resultado negativo para o Coritiba no Mineirão após 21 anos.

