O técnico Artur Jorge decidiu manter a estrutura do Cruzeiro para o confronto decisivo contra o Atlético-MG, nesta terça-feira (1º), na Arena, pela volta das quartas de final da Copa do Brasil. O treinador repetiu a equipe que iniciou o jogo de ida, quando os rivais empataram por 1 a 1, no Mineirão.
Antes da partida, em entrevista ao Sportv, Artur Jorge foi questionado sobre a escolha. Parte da torcida defendia uma maior proteção no meio-campo para o clássico, com a entrada de mais um jogador no setor e a retirada de um atacante. Matheus Henrique aparecia como uma das opções para a mudança, por exemplo.
O treinador, porém, explicou que preferiu preservar a identidade e as características que o Cruzeiro construiu nos últimos meses.
“Estes jogos, que têm este contexto, por ser um clássico, jogos onde é importante que tudo aquilo que é a nossa identidade possa estar presente. E eu acho que não é bom para nós mexermos naquilo que é uma estrutura ou a forma de nós jogarmos. E, por isso, o Mateus (Henrique) não vai jogar de início”, iniciou.
“Mas, nós vamos procurar manter a mesma identidade, ser uma equipe como temos sido ao longo de todos estes últimos meses, porque considero que este é um jogo onde não existe margem de erro”, disse.
Para Artur Jorge, a manutenção da equipe também passa pelo entrosamento e pelas rotinas adquiridas ao longo da temporada. Em um confronto decisivo, o português ressaltou a importância de apostar em uma estrutura já assimilada pelos jogadores.
“É um jogo onde ganhar e ganhar e, portanto, é importante que a equipe possa ter as rotinas, ter aquilo que é o trabalho assimilado ao longo de longos meses e que tão bons resultados têm dado. Que possam hoje também aqui dar um bom resultado e conseguirmos uma vitória”, afirmou.
Análise do jogo de ida
Artur Jorge também foi questionado sobre a postura adotada pelo Cruzeiro no primeiro confronto. Apesar de jogar no Mineirão, o time celeste teve uma atuação mais cautelosa e criou poucas oportunidades ofensivas durante o empate por 1 a 1.
O treinador admitiu que a equipe teve uma postura mais conservadora e relacionou a estratégia ao caráter eliminatório da Copa do Brasil. Segundo ele, naquele momento, também era fundamental evitar uma derrota que deixasse o Cruzeiro em situação mais delicada para a volta.
“O desconforto tem a ver com aquilo que é uma relação muito individual dos nossos jogadores. Fomos mais cautelosos (na ida) no jogo em casa, talvez também por aquilo que é a competição. É uma prova eliminar. Era importante não perder o jogo, ou seja, manter viva esta eliminatória para este segundo jogo também”, afirmou.
Para a partida desta terça-feira, porém, Artur Jorge espera uma postura diferente, principalmente no aspecto ofensivo. O treinador cobrou mais agressividade do Cruzeiro, além de uma equipe compacta para diminuir os espaços do Atlético-MG.
“Mas obviamente que nós temos que aumentar a nossa agressividade ofensiva, temos que ser mais capazes para aquilo que se espera de um jogo, hoje ainda mais de primeira e segunda bola, de nós termos uma equipe bem compacta, bem capaz de poder também impor o nosso jogo com bola, mas sobretudo de nós conseguirmos não permitir dar tempo ao adversário, quando com bola, para nós podermos estar mais capazes, mais juntos e abrir menos espaços dentro do nosso bloco”, finalizou.


