Goleado pelo São Paulo nesse sábado (4), o Cruzeiro voltou a apresentar um desempenho inconstante no sistema defensivo pelo Campeonato Brasileiro. No Morumbi, bastou cinco finalizações à meta celeste para que a equipe sofresse quatro gols.
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Ao todo, o time paulista chutou 11 vezes na partida. O goleiro Matheus Cunha fez apenas uma defesa, enquanto o restante das outras seis tentativas foram para fora.
Os números do restante dos integrantes da defesa do Cruzeiro também não contribuíram para evitar os gols sofridos. Nos 90 minutos, estiveram em campo seis jogadores diferentes no setor, entre os titulares e os jogadores acionados na segunda etapa da partida.
O Central da Toca levantou os números e dados, retirados do Sofascore, plataforma especializada em estatísticas, dos defensores na goleada por 4 a 1. Atualmente, o time celeste é detentor da pior defesa do Brasileirão, com 20 gols sofridos.
Números dos defensores do Cruzeiro
William
Substituído por Kauã Moraes logo após o retorno para o segundo tempo, William esteve 45′ no gramado do Morumbi e teve pouca contribuição defensiva. O lateral foi driblado uma vez, perdeu três dos cinco duelos, sendo dois pelo chão e outro pelo alto, fez três cortes e incerceptou uma vez.
Ofensivamente, o jogador deu dois passes decisivos e tentou duas finalizações, ambas em direção ao gol. Ele acertou dois cruzamentos no tempo que esteve em campo e conseguiu o único drible que fez.
Fabrício Bruno
Titular do lado direito da defesa, Fabrício Bruno foi pouco acionado nos 83 minutos em campo. Na reta final do segundo tempo, o zagueiro foi substituído por Jonathan Jesus.
Ao todo, no período em que esteve em campo, o jogador recuperou quatro bolas, fez três cortes e ganhou um de dois duelos pelo alto. Ofensivamente, o zagueiro contribuiu com um passe decisivo e acertou quatro das cinco bolas longas que tentou.
Lucas Villalba
Um dos que menos acertou foi o zagueiro Lucas Villalba. Nos 90 minutos, o argentino não desarmou nenhuma vez e perdeu todos os nove duelos que teve. Foram três pelo chão e outros seis em bolas aéreas.
O defensor ainda cometeu o pênalti que saiu o primeiro gol marcado pelo São Paulo, aos 12′, convertido por Calleri. Em uma disputa pela bola na entrada da área, Villalba deu um tranco no ataque adversário que causou a penalidade.
No final, Villalba contribuiu com três cortes, duas interceptações e cometeu três faltas.
Kaiki
Diferente da maioria dos companheiros, Kaiki conseguiu evitar investidas ao ataque do São Paulo. Participativo, o lateral-esquerdo fez um desarme, venceu cinco de nove duelos pelo chão, recuperou a bola três vezes, bloqueou um chute adversário, fez dois cortes e duas interceptações, além que não foi driblado.
Ofensivamente, no entanto, o jogador não conseguiu ajudar o Cruzeiro. Ele deu um passe decisivo, mas abusou dos erros e teve apenas 67% de aproveitamento nos passes no campo do São Paulo (12/18). Kaiki perdeu a bola 17 vezes e ainda cometeu três infrações.
Kauã Moraes
Escolhido por Artur Jorge para voltar ao segundo tempo, o jovem Kauã Moraes conseguiu ajudar o Cruzeiro nos 45 minutos em campo. O jogador entrou na vaga de William e participou, principalmente no setor defensivo.
Na proteção ao gol celeste, o garoto fez dois desarmes em três tentativas, venceu cinco de 10 duelos pelo chão, recuperou a bola três vezes, bloqueou uma finalização, mas foi driblado em duas oportunidades e cometeu duas faltas.
Já nas investidas ao ataque, o lateral participou da construção do único gol do Cruzeiro. Acertou um cruzamento de três tentativas, mas conseguiu progredir pouco com a bola quando tinha o domínio.
Jonathan Jesus
Em campo por apenas 17 minutos, aliado aos acréscimos, o zagueiro Jonathan Jesus não teve tempo de participar ativamente do jogo. No curto período no gramado do Morumbi, ele teve 100% de aproveitamento nos duelos pelo chão e no alto, disputando uma vez em cada quesito.
Fez também um corte, bloqueou uma finalização e recuperou a bola em uma oportunidade.
Em busca da reabilitação
Na luta para deixar o ‘Z4’ do Brasileirão, o Cruzeiro terá um mês de abril bastante movimentado. Serão nove jogos em 30 dias, uma média de uma partida a cada 72 horas.
Além da Libertadores e Copa do Brasil, o time celeste terá três jogos pelo Campeonato Brasileiro para ‘espantar’ a má fase. Uma delas é justamente um confronto direto na parte de baixo da tabela.
Logo depois do duelo com o Barcelona de Guayaquil-EQU, na estreia pela Libertadores, o Cruzeiro enfrenta o RB Bragantino no domingo (12) e o Grêmio no sábado (18), ambos no Mineirão. Por fim, viaja para duelar com o Remo, no sábado (25), no Mangueirão, em Belém.

