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Ronaldo, ex-gestor do Cruzeiro, desiste de ser presidente da CBF e dispara contra federações

Fenômeno se manifestou nesta quarta-feira (12); ex-atacante disse que federações 'se recusaram' a recebê-lo e manifestaram apoio a Ednaldo Rodrigues

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Ex-gestor da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Cruzeiro, Ronaldo disparou, nesta quarta-feira (12), contra as federações do futebol brasileiro e afirmou ter desistido de ser presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nos próximos anos. Vale ressaltar que o Fenômeno era apenas pré-candidato à presidência da entidade.

Por meio de suas redes sociais, Ronaldo disse que não deseja mais assumir o cargo, atualmente ocupado por Ednaldo Rodrigues. De acordo com o ex-atacante, bicampeão mundial pela Seleção Brasileira em 1994 e em 2002, 23 das 27 federações “se recusaram” a recebê-lo, além de terem manifestado apoio ao presidente da CBF.

No texto, Ronaldo também lamentou a falta de oportunidades para dar mais espaços aos clubes brasileiros e para desenvolver o futebol em todo o país.

“Não pude apresentar meu projeto, levar minhas ideias e ouvi-las como gostaria. Não houve qualquer abertura para o diálogo”, ressaltou Fenômeno em parte da mensagem.

Texto de Ronaldo

“Depois de declarar publicamente o meu desejo de me candidatar à presidência da CBF no próximo pleito, retiro aqui, oficialmente, a minha intenção. Se a maioria com o poder de decisão entende que o futebol brasileiro está em boas mãos, pouco importa a minha opinião.

Conforme já havia dito, os meus primeiros passos seriam na direção de dar voz e espaço aos clubes, bem como escutar as federações em prol de melhorias nas competições e desenvolvimento do esporte em seus estados. A mudança necessária viria desse alinhamento estratégico, com a força da visão compartilhada.

No entanto, no meu primeiro contato com as 27 filiadas, encontrei 23 portas fechadas. As federações se recusaram a me receber em suas casas, sob o argumento de satisfação com a atual gestão e apoio à reeleição. Não pude apresentar meu projeto, levar minhas ideias e ouvi-las como gostaria. Não houve qualquer abertura para o diálogo.

O estatuto concede às federações o voto de maior peso e, portanto, fica claro que não há como concorrer. A maior parte das lideranças estaduais apoia o presidente em exercício, é direito deles e eu respeito, independentemente das minhas convicções.

Agradeço a todos que demonstraram interesse na minha iniciativa e sigo acreditando que o caminho para a evolução do futebol brasileiro é, antes de mais nada, o diálogo, a transparência e a união”.

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Leonardo Gimenez
Leonardo Garcia Gimenez é repórter do Central da Toca e jornalista formado pelo UniBH. Com foco em futebol e vôlei, fez a cobertura do Cruzeiro no esporte digital da Itatiaia entre 2022 e 2025. Antes, trabalhou na Record TV.
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