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Cidade no interior de Minas Gerais sanciona lei com nome da filha de Cássio, do Cruzeiro

Em homenagem à filha do goleiro Cássio, lei assegura inclusão de crianças autistas nas escolas particulares de Uberlândia

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Foi sancionada, nesta terça-feira (28), em Uberlândia, no interior de Minas Gerais, a Lei nº 14.588/2025, que leva o nome de Maria Luiza, filha do goleiro Cássio, do Cruzeiro.

A norma garante o direito à matrícula e à inclusão de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em escolas particulares da cidade, sem cobrança adicional e com direito a acompanhante especializado, quando necessário.

De autoria do vereador Ronaldo Tannús, o projeto foi aprovado pela Câmara Municipal e representa um avanço importante nas políticas de inclusão escolar no município.

“A partir de agora, nenhuma escola poderá recusar matrícula, criar exigências adicionais ou cobrar valores diferenciados por motivo de autismo. Mais um passo pela inclusão, respeito e igualdade de oportunidades!”, escreveu o parlamentar nas redes sociais.

Homenagem à filha de Cássio

A escolha do nome da lei é uma homenagem à filha de Cássio, que foi diagnosticada com TEA e, recentemente, teve sua história exposta em um desabafo do goleiro nas redes sociais.

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Em agosto, o jogador revelou as dificuldades enfrentadas para matricular Maria Luiza em escolas particulares de Belo Horizonte.

“Hoje, como tantos outros pais de crianças autistas não verbais, venho compartilhar algo muito doloroso. Tenho tentado matricular minha filha em diferentes escolas, mas a resposta quase sempre é a mesma: ela não é aceita. Tudo isso porque a Maria tem uma pessoa especializada que a acompanha desde os seus 2 anos de idade. Esse profissional veio com a gente de São Paulo, conhece a Maria profundamente, tem a confiança dela e poderia ajudá-la dentro de sala sem atrapalhar em nada o andamento das atividades”, disse.

“Mesmo assim, as escolas não aceitam essa ajuda. Muitas vezes, somos chamados para conversar, eu e minha esposa vamos até a escola, explicamos tudo, mostramos disposição em colaborar. No final, a resposta é sempre negativa”, desabafou.

Segundo o goleiro, apenas uma instituição aceitou a matrícula da filha, o que garantiu que ela pudesse estudar. A situação gerou comoção e levantou debates sobre a real efetividade das políticas de inclusão nas escolas privadas.

“Se não fosse por uma única escola ter aceitado a minha filha, a Maria simplesmente não teria como estudar em Belo Horizonte. O mais triste é ouvir justamente de escolas que se apresentam como ‘inclusivas’, que dizem aceitar todos os tipos de crianças. A realidade, no entanto, é bem diferente”,

Cássio encerrou o desabafo com uma reflexão sobre inclusão e o impacto emocional da situação vivida pela família.

“Como pai, ver sua filha rejeitada simplesmente por ser autista é algo que corta o coração. Inclusão não é só palavra bonita em propaganda, é atitude. E ainda estamos muito longe de viver isso de verdade”, finalizou.

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Thaynara Amaral
Thaynara Amaral
Thaynara Amaral é repórter do Central da Toca. Jornalista formada pela UFMG, cobriu o Cruzeiro pelo ge.globo e também atuou no Superesportes, do jornal Estado de Minas. Desde 2023, passou a explorar novas áreas da comunicação. Natural de Araxá, saiu do interior movida pelo amor ao Cruzeiro — e foi por ele que escolheu o jornalismo.
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