Após a reunião realizada na Toca da Raposa II, nesta sexta-feira (27), a Máfia Azul, principal torcida organizada do Cruzeiro, se pronunciou oficialmente por meio das redes sociais.
O encontro foi pacífico, conforme apuração do Central da Toca e Samuca TV, mas teve como principal pauta a cobrança por melhores resultados na temporada. Além do técnico Tite, participaram os jogadores Kaio Jorge, Lucas Silva, Lucas Romero, Cássio, Fabrício Bruno e Matheus Pereira, assim como o diretor executivo de futebol, Bruno Spindel.
Em nota, a organizada afirmou que a reunião teve como foco principal pedir a saída de Tite e de sua comissão técnica, além de cobrar uma mudança de postura por parte do elenco.
“Hoje estivemos presentes na Toca da Raposa II com o objetivo, primeiramente, de pedir a saída do técnico Tite e de sua comissão técnica. Também cobramos as atuações de alguns jogadores do elenco em 2026 que estão abaixo da média e do que a camisa exige”
MÁFIA AZUL, em nota nas redes sociais
De acordo com a organizada, a decisão foi evitar manifestações na porta do Toca e buscar diálogo direto com jogadores e comissão técnica.
“Entendemos que não seria válido fazer protesto na porta do CT. Nosso intuito foi conversar, olho no olho, e entender o que está acontecendo. Os jogadores afirmaram estar 100% fechados com o treinador e prometeram uma mudança de postura e melhores resultados”.
“Cobramos atitude e lembramos o exemplo do ano passado, quando deixamos escapar títulos por detalhes. Em 2026, não aceitaremos mais ficar no “quase”. Essa camisa é pesada, tem história e precisa ser honrada dentro de campo”.
Em outro trecho, a Máfia Azul reforçou que seguirá apoiando o time, mas exigiu resposta imediata.
“Pedimos raça para vestir nossas cores e deixamos claro que a indignação não é só nossa, mas de toda a Nação. Reforçamos que continuaremos apoiando, como sempre fizemos. Mas queremos resposta imediata. O elenco é forte, os salários estão em dia e a estrutura é de primeiro mundo. Não há espaço para desculpas”.
“A Máfia Azul estará, como sempre esteve, nas arquibancadas. Mas que 2026 seja diferente, a MÁFIA AZUL NÃO QUER MÍDIA, QUEREMOS FUTEBOL!”, finalizou.
Momento de pressão
A reunião ocorreu à véspera de mais uma partida decisiva para o time celeste na temporada. Neste sábado (28), o Cruzeiro recebe o Pouso Alegre, às 18h30, no Mineirão, pelo jogo de volta da semifinal do Campeonato Mineiro. Como venceu a ida por 2 a 1, a equipe celeste pode até empatar para garantir vaga na decisão.
Mesmo em vantagem no Estadual, o cenário é de pressão, principalmente sobre o trabalho do técnico Tite, que voltou a ser vaiado na última partida da equipe no Mineirão.
Na quarta-feira (25), o Cruzeiro tropeçou novamente no Campeonato Brasileiro e ficou no empate com o Corinthians. Parte da torcida chegou a cantar “Adeus, Tite”, além de dispararem xingamentos contra o treinador da Raposa.
Até o momento, a Raposa ainda não venceu equipes que disputam a Série A do Brasileirão e ocupa a vice-lanterna da competição, com dois pontos conquistados. O desempenho é o segundo pior início do clube na era dos pontos corridos.
Além disso, em seis jogos disputados no Mineirão na atual temporada, foram duas vitórias, três derrotas e um empate, o que representa aproveitamento de apenas 38,9%, igualando a segunda pior marca do time celeste no século.
Em números gerais, Tite comandou o Cruzeiro em 13 partidas desde que assumiu o cargo, no início de 2026, após a saída de Leonardo Jardim. Até aqui, são seis vitórias (todas pelo Campeonato Mineiro), dois empates e cinco derrotas.

