O Cruzeiro divulgou, na noite desta sexta-feira (1º), uma campanha de conscientização contra a violência às vésperas do clássico contra o Atlético-MG. As equipes voltam a se enfrentar neste sábado (2), às 21h, no Mineirão, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A partida marca o primeiro reencontro entre os rivais após a final do Campeonato Mineiro, vencida pela Raposa. Na ocasião, a decisão do Estadual terminou com briga generalizada dentro de campo.
No vídeo divulgado, o Cruzeiro reforça a importância do respeito dentro e fora das quatro linhas. A campanha é narrada e traz imagens do elenco e da torcida.
“Futebol é o que move a gente. É paixão de verdade, que passa de geração a geração. Tem uma coisa que não pode ser ignorada. Existe um limite. Quando esse limite é ultrapassado, o futebol perde o sentido. Violência não faz parte do jogo. nunca fez”, diz o início da narração.
“Dentro de campo e fora dele, o futebol precisa ser exemplo e isso passa por atitudes simples, mas que fazem toda a diferença. Respeito por quem está do outro lado, por quem apita, por quem joga junto e por quem está na arquibancada”, acrescenta.
A campanha também enfatiza valores essenciais ao jogo.
“Controle: porque, emoção faz parte. Mas saber a hora de parar também faz. Lealdade: é o que sustenta o jogo. Exemplo: tem muita gente olhando e aprendendo com o que acontece ali dentro. E foco: no jogo, na bola, no que realmente importa. O futebol que a gente acredita é o que disputa sem desrespeitar e emociona sem ultrapassar limites. No fim das contas, é isso o que representa o futebol. Violência não representa o futebol e não representa a gente”, finalizou.
Além da narração, o vídeo conta com a participação de jogadores do elenco celeste, como Kaio Jorge, Fagner, Christian e Lucas Romero.
Kaio Jorge reforçou a importância da rivalidade saudável: “Rivalidade faz parte do jogo. Violência não. A gente compete forte, mas existe um limite”, afirmou. Já Christian destacou o papel das regras no esporte: “A disputa move o jogo, mas tem regra. Quando ela não é respeitada, o jogo perde o sentido”, completou.
A briga generalizada
Nos lances finais da partida, vencida por 1 a 0 pelo Cruzeiro, na final do Mineiro, o goleiro Everson, do Atlético-MG, partiu para cima de Christian, que havia cometido uma falta, o que desencadeou uma briga generalizada, com participação de jogadores titulares, reservas, comissões técnicas, seguranças e diferentes membros de estafes de Atlético-MG e Cruzeiro.
Na súmula do jogo, o árbitro Matheus Candançan assinalou 23 expulsões – 12 do Cruzeiro. Receberam cartões vermelhos Christian, Fabrício Bruno, Lucas Romero, Kaio Jorge, João Marcelo, Gerson, Kauã Prates, Lucas Villalba, Cássio, Matheus Henrique, Walace e Fagner.
O Atlético-MG, por sua vez, teve 11 jogadores expulsos. Foram eles Everson, Renan Lodi, Gabriel Delfim, Ruan Tressoldi, Alan Minda, Angelo Preciado, Cassierra, Júnior Alonso, Alan Franco, Hulk e Lyanco.
Nas justificativas, o árbitro explicou, para quase todos os casos, uso de força excessiva, brutalidade, e punição por ‘desferir e atingir com socos e pontapés seus adversários’.

