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Diretora detalha evolução do futebol feminino do Cruzeiro e diferenças entre Ronaldo e Pedrinho

Bárbara Fonseca avaliou processo transitório do futebol feminino do Cruzeiro entre a associação e a SAF, além de comparar os gestores no modo empresarial

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Há seis anos no departamento de futebol feminino do Cruzeiro, Bárbara Fonseca avalia que, em 2025, o projeto tem colhido os melhores frutos desde a fundação. Após um período inicial de desleixo com a categoria, o clube “abraçou” a ideia de fortalecer a modalidade no Brasil e, com o aumento do investimento, tornou-se referência no país.

Nesta quarta-feira (6), em entrevista exclusiva à Samuca TV, a diretora do futebol feminino do Cruzeiro detalhou as transições entre o período associativo para a Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

Durante o período de evolução do futebol feminino do Cruzeiro, já sob as rédeas em um formato empresarial, o clube deu passos importantes na ‘era Ronaldo’ e se fortaleceu ainda mais com Pedro Lourenço. Fonseca explicou a diferença de administração de cada época em pouco mais de meia década.

“São gestões completamente diferentes. A associação fez o futebol feminino por obrigatoriedade e havia barreiras culturais gigantescas. Se tivesse permanecido a associação, não estaríamos falando desse momento tão bom do futebol feminino do Cruzeiro. Estaríamos patinando muito na falta de estratégias para o crescimento do futebol feminino. Era ‘deixa aí para cumprir o licenciamento de clubes'”, relembrou.

“Quando o Ronaldo compra [as ações da SAF], ele tem uma participação muito importante nessa quebra de paradigmas. O Ronaldo e toda a sua equipe foram pessoas que, de fato, atuaram para a quebra de paradigmas e para não haver mais muros dentro das estruturas da Toca”, enfatizou.

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Valorização do projeto com Ronaldo

De acordo com Bárbara Fonseca, ao assumir o comando do Cruzeiro, o Fenômeno passou a dar mais relevância ao futebol feminino internamente e ajudou na criação de estratégias para desenvolver o projeto dentro e fora do campo.

“O Ronaldo chega e fala: ‘O futebol feminino não é um braço, ele faz parte do corpo do Cruzeiro’. Ele tem suas particularidades, está em um momento diferente do futebol masculino e da base. As estratégias são diferentes. Tudo foi colocado na mesa para quebrar esses muros e, a partir disso, montar estratégias para o crescimento do futebol feminino. Não era só ter um poder financeiro e trazer atletas mais caras. O futebol não é feito só disso”.

Diretora do Cruzeiro, Bárbara avaliou importância de Ronaldo

Ainda conforme a diretora, a gestão de Ronaldo, mesmo em meio à maior crise da história do Cruzeiro, fez todos os esforços possíveis para colaborar com o desenvolvimento da estrutura feminina.

“Esse olhar foi muito lúcido. Não adianta fazer só um movimento, mas tem que ser vários movimentos sincronizados. Foi entregue tudo o que era possível dentro da gestão, que tinha outros diversos problemas para tratar. Não atuamos de forma excelente em todos os campos. A gente atuou no que dava, mas já entregando algum movimento potente para evoluir enquanto departamento”, completou.

Pedrinho chancelou o projeto

Ao detalhar as ações de Pedrinho quanto ao futebol feminino, Bárbara Fonseca destacou não somente o aporte financeiro feito pelo empresário, mas também a manutenção do trabalho iniciado por Ronaldo no Cruzeiro.

“A grande dificuldade que esbarramos era no aporte financeiro. Chegou um momento que estávamos evoluindo em várias áreas, mas a financeira precisava de maior atenção e não era possível. Vem a ‘era Pedro Lourenço’. Ele conserva tudo o que estava sendo feito, chancela o trabalho, confia no trabalho e vem com o aporte financeiro mais robusto. Com isso, a gente chegou nesse momento”

Bárbara Fonseca elogiou ações de Pedrinho para o futebol feminino

Por fim, Fonseca opinou que o Cruzeiro detém, em 2025, o melhor time já formado desde a criação da categoria pelo clube.

“Não é só o olhar financeiro. Teve toda uma estrutura desenhada a partir da era Ronaldo que fez com que a gente fosse um departamento maduro e pudesse entregar uma equipe ainda em evolução, mas, historicamente, a melhor equipe”, encerrou.

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Leonardo Gimenez
Leonardo Gimenez
Leonardo Garcia Gimenez é repórter do Central da Toca e jornalista formado pelo UniBH. Com foco em futebol e vôlei, fez a cobertura do Cruzeiro no esporte digital da Itatiaia entre 2022 e 2025. Antes, trabalhou na Record TV.
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