Conformado com a classificação do Cruzeiro à final do Campeonato Mineiro, mas incomodado com o desempenho do time, o repórter Samuel Venâncio analisou a vitória por 1 a 0 sobre o Pouso Alegre. As equipes mediram forças na noite deste sábado (28), no Mineirão, pelo duelo de volta da semifinal do Estadual.
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Após o jogo, o jornalista reconheceu a importância do resultado, mas destacou a obrigação do time na conquista da vaga na decisão. Com a melhor campanha na fase de grupos do Mineiro, o time celeste viveu momentos de altos e baixos na competição e chegou a estar ameaçado de não se classificar.
Eu jamais vou deixar de comemorar uma vitória do Cruzeiro. Uma vitória do Cruzeiro nunca vai me deixar triste. Isso aí é inadmissível. Claro que cada um pode pensar do jeito que quiser, mas você faz 1 a 0 com o gol do Kaio Jorge, com assistência do Pereira, isso é importante para todos os jogadores para vencer um jogo que era obrigação do Cruzeiro”, iniciou.
A principal preocupação de Samuel é com a situação física dos jogadores do Cruzeiro. Ao fim do jogo, a imagem do cansaço dos atletas chamou a atenção do repórter. Além disso, o goleiro Cássio e o meia Gerson se machucaram no primeiro tempo e geraram preocupação inicial com a possibilidade de desfalques na final.
“Era obrigação chegar numa final e ainda pontuo como uma necessidade agora: chegamos nesta, colocando todos os titulares, jogando em sequência, uma sequência absurda. Tem que chegar na final e vencer o Campeonato Mineiro. Eu quero que o departamento de saúde do Cruzeiro faça milagre aí nos próximos meses… ainda bem que temos um DM muito competente e que não estamos tendo lesões musculares, mas mesmo assim, os traumas, e hoje aqui foram dois”
Samuel Venâncio, sobre a situação física dos jogadores do Cruzeiro
Desempenho do Cruzeiro
Mesmo com o domínio do Cruzeiro no jogo, o desempenho da equipe não impressionou o jornalista. Na visão de Samuel Venâncio, o time demonstra lentidão nas transições e está longe de despertar o encanto do torcedor.
“Tenho achado o Cruzeiro lento além da conta. Pensava que isso fosse ser uma característica importante contra equipes com bloco baixo, para ter paciência, mas o Cruzeiro tem sido muito lento na sua tomada de decisão. Estamos vendo, principalmente contra equipes fechadas, o mesmo problema que a gente tinha em 2025”, avaliou.
“Hoje o futebol do Cruzeiro encanta? Não. Tem muito o que acontecer ainda? Tem. Está longe, inclusive, de ser o Cruzeiro que o torcedor vai confiar, que o torcedor vai para o estádio para ter aquele prazer de ver o Cruzeiro jogando”.
Em sua análise, Samuel reiterou um pedido feito em jogos anteriores: a necessidade de ter domínio das ações e vencer os confrontos pelo Campeonato Brasileiro. Na zona de rebaixamento, o Cruzeiro não tem nenhuma vitória contra equipes da Série A até aqui em 2026.
“O Cruzeiro tem que fazer pontos de vitórias em Campeonato Brasileiro. Campeonato Mineiro, criou não sei quantas oportunidades, tantos chutes dentro da área… gente, vamos dar o peso para esses jogos que eles precisam ter, porque senão a gente vai ficar em outro mundo que não é esse aqui”, destacou.
Preocupação com o planejamento do Cruzeiro
Preocupado com a mudança de ‘rota’ do Cruzeiro no Campeonato Mineiro, Samuel Venâncio entendeu que a diretoria pretende focar ‘suas forças’ na conquista do título estadual, que não acontece desde 2019.
Na visão do repórter, o planejamento aposta no troféu como uma ‘virada de chave’ da equipe na temporada. Pressionado, o técnico Tite segue respaldado pela diretoria no comando do Cruzeiro.
“As situações que me preocupam neste momento: a comissão técnica, o planejamento hoje do departamento de futebol é de dar a vida pelo Campeonato Mineiro. Até tenho a impressão de que eles apostam que, com o título, a chave vai virar de uma hora para outra. Eu acredito que isso vá acontecer? Acho bem difícil”, analisou Samuel.
“Tomara que aconteça, vou torcer muito. Vou estar lá no Maracanã (contra o Flamengo): ‘Poxa, realmente ser campeão mineiro trouxe um Cruzeiro aqui para o Maracanã que fez um jogaço!’ Tomara”, concluiu.

