Enviado especial a Buenos Aires – A poucas horas antes do início do jogo contra o Boca Juniors, centenas de torcedores do Cruzeiro se reúnem em um bar na região de Puerto Madero, em Buenos Aires. Nesta terça-feira (19), a partir das 21h30 (de Brasília), o time celeste entrará em campo na Bombonera com a possibilidade de se classificar na Copa Libertadores.
Em entrevista ao Central da Toca, o vice-presidente do reduto Argentinazeiro, Kesley Torres, explicou o motivo de a realização do encontro não ter sido no endereço mais habitual. Ele também detalhou como o grupo se formou em Buenos Aires e tem organizado ações a cada partida do Cruzeiro em Buenos Aires.
“É sempre importante ter muita gente, reunir o reduto aqui, colocar uma grande quantidade de pessoas. Desde quando teve a ideia dos Redutos Celestes, implementamos na Argentina o reduto Argentinazeiro. Colocamos como figura do reduto o Sorín, um argentino que sempre influenciou e teve a questão de demonstrar raça, a garra que temos como cruzeirenses”, iniciou.
“Hoje, colocamos aqui em Puerto Madero. O nosso não é aqui especificamente, mas colocamos pela logística, para ficar mais perto da Bombonera. A expectativa é que, hoje, o Cruzeiro vá detonar. O Cabuloso é a La Bestia Negra. Fizemos essa festa com toda essa gente e estamos pensando na vitória do Cruzeiro”, completou o torcedor.
Perguntado sobre o sentimento de assistir a um jogo do Cruzeiro no país em que mora, Kesley afirmou que os membros do reduto estão presentes em qualquer partida do clube na Argentina.
“Toda vez que temos oportunidade de ver o Cruzeiro aqui, estamos presentes. O reduto sempre organiza alguma coisa para todo mundo poder ir. A nossa expectativa é: se o Cruzeiro está jogando, é o Cruzeiro ganhando. Não importa quem seja, pode ser qualquer outro time”, garantiu.

Quem também conversou com a reportagem foi Pedro, um dos diretores do Argentinazeiro. Residente em Buenos Aires há nove anos, o torcedor do Cruzeiro afirmou ter saído de Teófilo Otoni para estudar na capital “hermana”. De quebra, fez amizades por causa do futebol e sempre se encontra para celebrar nos jogos da Raposa.
“Há quase dez anos, saí de Teófilo Otoni para poder vir para cá estudar. A gente fica longe do nosso time. Então, poder ter encontrado o reduto e matar a saudade de ver o Cruzeiro juntos, da torcida… Sempre que o Cruzeiro vem, organizamos essas ações especiais com a galera que está vindo do Brasil. Todas as vezes deu certo, e a expectativa é sempre de vitória e de poder classificar de vez”, disse.

“O Cruzeiro é um dos maiores carrascos do Boca na história das competições internacionais. Eles têm medo da gente. Estão muito apreensivos e já foram eliminados no Campeonato Argentino para o Huracán, dentro de casa. A pressão é em cima deles. Vão tentar dar a vida, mas vamos nos sobressair na raça. A torcida do Cruzeiro vai estar cantando para apoiar o time e conseguir levar essa vitória”, finalizou Pedro.
Decisão na Libertadores
A equipe comandada pelo português Artur Jorge ocupa a vice-liderança da chave, com os mesmos sete pontos da líder Universidad Católica. Os chilenos, porém, estão à frente pela vitória no confronto direto, que é o primeiro critério de desempate.
O Boca Juniors está logo atrás do Cruzeio na classificação, em terceiro lugar, com seis pontos. Ao todo, foram duas vitórias e duas derrotas, enquanto o Barcelona de Guayaquil, do Equador, é o lanterna do Grupo D, com apenas três pontos.
Se vencer o Boca nesta terça (19), o Cruzeiro chegará aos dez pontos e não poderá ser mais ultrapassado tanto pelos argentinos quanto pelos equatorianos. Para isso, o time cruzeirense aposta na boa sequência como visitante na temporada, além de ter uma das defesas menos vazadas da competição: três gols sofridos.

