Um dos destaques do Cruzeiro na “era Artur Jorge”, Gerson comentou a sua evolução física e técnica desde a chegada do técnico português. Titular absoluto, o meia cresceu de desempenho em meio à maratona de jogos na temporada, após um começo discreto pela Toca da Raposa II, em Belo Horizonte.
Contratação mais cara da história do Cruzeiro, o camisa 11 chegou com a responsabilidade de assumir um protagonismo no time celeste. Inicialmente, com a oscilação da equipe com Tite à beira do campo, Gerson foi testado em mais de uma função, sendo majoritariamente utilizado como um ponta direita.
Fora da posição de origem, o meio-campista demorou um tempo para “engrenar”, mas, nos últimos jogos, passou a ser fundamental para o Cruzeiro. Gerson fez sua análise sobre o assunto nesse domingo (31), no Mineirão, após o empate contra o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro.
“Eu sou o cara que mais me cobra, eu sei que eu tinha que evoluir. Independentemente de onde estava jogando (posição no time), eu tinha que evoluir. Sei do meu potencial. Só trabalhando que isso ia acontecer (melhorar de desempenho)”, disse.
De acordo com Gerson, o fato de não ter tido uma pré-temporada com os companheiros foi prejudicial. O meia do Cruzeiro, no entanto, manteve a serenidade para, aos poucos, pegar entrosamento com o restante do time e, de forma natural, se tornar um pilar da equipe.
“Não é desculpa, porque sou um cara que sempre assume a responsabilidade. Eu vinha de um mês e pouco parado, fui contratado e tive que acelerar o mais rápido possível, mas não é desculpa nenhuma. Eu sabia que o tempo e o trabalho sempre devolvem. Fico feliz por estar evoluindo a cada jogo”, completou.
Lamentou a pausa no calendário
Diante do ótimo momento com a camisa do Cruzeiro, Gerson ainda lamentou, na zona mista, a necessidade de ficar ausente dos gramados durante a Copa do Mundo. O calendário brasileiro só retornará no fim de julho.
Por outro lado, mesmo com a quebra do ritmo do Cruzeiro, Gerson acredita que, com tempo para trabalhar, Artur Jorge fará os ajustes necessários.
“Fazer o quê? A gente tem que parar, né? Não tem jeito. Óbvio que não queríamos, mas tem a Copa do Mundo e temos que respeitar. Não podemos voltar fazendo menos do que temos feito. É bom que essa parada vai dar ao Mister tempo para treinar. Sem tempo, conseguimos comprar muito bem a ideia dele. Com tempo, vai nos ajudar ainda mais para fazermos grandes coisas”, concluiu.
A paralisação no Brasileirão se dá no momento de maior invencibilidade do Cruzeiro na temporada. Ao todo, por todas as competições, foram quatro vitórias e quatro empates nos últimos oito jogos.
Gerson pelo Cruzeiro
Desde que chegou à Toca da Raposa II, em BH, Gerson soma 31 partidas pelo Cruzeiro, sendo 30 como titular, e com três assistências.

